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Correio Braziliense

Amigo de vítima é principal suspeito do crime cometido em Águas Lindas

Suspeito de crime bárbaro em Águas Lindas de Goiás depôs na noite de domingo, negou envolvimento, mas caiu em contradição


postado em 12/03/2018 06:55 / atualizado em 12/03/2018 10:42

Os homicídios ocorreram no bairro Jardim Guaíra 2, na casa onde Susete morava com as crianças de 4 e 6 anos(foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press)
Os homicídios ocorreram no bairro Jardim Guaíra 2, na casa onde Susete morava com as crianças de 4 e 6 anos (foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press)

Uma mãe e dois filhos, de 4 e 6 anos, foram encontrados mortos ontem em uma casa da Quadra 40, no bairro Jardim Guaíra 2, em Águas Lindas. Os corpos estavam em avançado estado de decomposição, levando a polícia a acreditar que os crimes tenham sido cometidos na sexta-feira. O principal suspeito dos assassinatos é um amigo de Susete Miranda, uma das vítimas. Ele está detido no Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops) da cidade goiana distante 50km de Brasília.

Em depoimento prestado ontem, o acusado negou participação nos homicídios, apesar de ter caído em contradição. Por ter passado o período de flagrante, ele deve ser liberado. Porém, o delegado Cléber Martins, do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Águas Lindas e responsável pela investigação, fará pedido de prisão preventiva para mantê-lo sob custódia da polícia. Até o fechamento desta edição, o suspeito ainda estava na unidade policial.

À TV Brasília, o delegado contou que, na quinta-feira, a vítima teria ido ao bar da irmã, Ivete Miranda, para pedir que ela cuidasse da filha mais nova no dia seguinte, enquanto Susete levaria o menino de 6 anos para uma consulta — ela ainda tem um filho de 12 anos. O garoto sofria de um problema cardíaco e recebia assistência médica em Brasília. No estabelecimento comercial, a mulher assassinada estava acompanhada do suspeito.

(foto: Arquivo Pessoal)
(foto: Arquivo Pessoal)
Na sexta-feira, no entanto, Susete não apareceu para deixar a criança. Preocupada, a irmã foi até a casa da vítima e, apesar de as luzes estarem acesas, não havia ninguém no local. Ivete também tentou falar com ela por telefone, mas não conseguiu. Os familiares passaram a desconfiar, então, que Susete tivesse ido para Santo Antônio do Descoberto (GO).

Ontem, o marido de Ivete decidiu voltar à residência da cunhada. Foi quando ele encontrou os corpos. O do menino de 6 anos estava na sala, coberto por um lençol. O da mulher, no quarto, em cima de uma cama. E o da menina de 4 anos, sobre um colchão, ao lado da cama da mãe. Segundo a investigação, o assassino usou uma tesoura para matar Susete. As crianças teriam sido atacadas com uma faca de mesa.

Perícia

Os vizinhos acompanharam o trabalho da polícia para remover os corpos. Eles relataram que as primeiras equipes chegaram ao local por volta das 8h e só saíram no fim da tarde. “Havia um cheiro muito forte. Depois que a polícia chegou, não deixaram mais nenhum familiar entrar”, lembrou a doméstica Maria Helena dos Santos, 50 anos. A região onde aconteceram os crimes é considerada perigosa. Enquanto esteve no local, o Correio constatou a má iluminação nas ruas da Quadra 40, quase sempre desertas.

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