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Correio Braziliense

Ministério Público denuncia mãe e padrasto acusados de matar Henzo Gabriel

A dupla deve responder por homicídio triplamente qualificado. A pena pode variar de 12 a 30 anos de prisão. Crime aconteceu em Santo Antônio do Descoberto


postado em 23/03/2018 16:37 / atualizado em 23/03/2018 16:47

Henzo Gabriel da Silva de Olveira, 2 anos e 11 meses, foi assassinado na casa da família. Mãe e padrasto são acusados do crime(foto: Arquivo Pessoal)
Henzo Gabriel da Silva de Olveira, 2 anos e 11 meses, foi assassinado na casa da família. Mãe e padrasto são acusados do crime (foto: Arquivo Pessoal)
 
Promotores do Ministério Público de Goiás (MPGO) denunciaram Luana Alves de Oliveira, 21 anos, e Wesley Messias de Souza, 23, por homicídio triplamente qualificado. Eles são mãe e padrasto de Henzo Gabriel da Silva de Olveira, 2 anos e 11 meses, assassinado na casa da família, em Santo Antônio do Descoberto (GO). A criança foi espancada em 5 de março antes de dar entrada no hospital da região. A investigação aponta que o casal agrediu o menino porque ele chorou ao se recusar a dormir na sala.  
 
O promotor à frente do caso, André Wagner Melgaço Reis, da 4ª Promotoria de Justiça de Santo Antônio do Descoberto, entregou o documento à Justiça nesta sexta-feira (23/3). Ele afirma que a denúncia passará por análise e deve ser acatada até a próxima semana. "Primeiro, tivemos a audiência de custódia e foi decretada a prisão preventiva dos dois. Em seguida, o delegado concluiu o inquérito e passou para nós, que oferecemos a denúncia", esclarece.  
 
André explica que o casal deve responder por homicídio triplamente qualificado por motivo torpe e meio cruel, mediante múltiplas agressões físicas e asfixia, além de utilizarem recursos que dificultaram a defesa da vítima. A pena pode variar de 12 a 30 anos, de acordo com a participação de cada um.  
 
Luana e Wesley estão presos preventivamente desde 6 de fevereiro, quando a Justiça goiana converteu a prisão em flagrante. O juiz do Tribunal de Justiça de Goiás José Augusto de Melo Silva considerou que havia risco de os acusados fugirem caso fossem soltos.  

Marcas de agressão

No dia do crime, Luana chegou ao hospital com a criança já sem vida. O médico acionou a polícia após constatar que Henzo tinha diversas marcas de agressão. Ela afirmou que os ferimentos foram causados pelo padrasto, que ainda tentou fugir, sem sucesso, ao avistar os policiais. O casal trocou acusações, mas os investigadores apontaram que ambos tiveram participação no crime.  

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