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Correio Braziliense

Morador relata desespero ao esperar filho e babá saírem de prédio em chamas

"Foi o maior susto da minha vida", disse o bancário Hugo Ofugi, morador do Bloco M da 110 Norte


postado em 16/05/2018 06:00


 
O bancário Hugo Ofugi, 35 anos, enfrentou momentos de apreensão enquanto aguardava a babá descer com o filho do prédio em que um apartamento pegou fogo na Asa Norte. “Meu filho de 5 meses estava com a babá e, inicialmente, eles não conseguiram sair por causa da fumaça. A minha mulher soube do incêndio e me ligou na hora. Vim correndo. Quando cheguei, os bombeiros me pediram para esperar e desceram com eles (o filho e a babá) minutos depois", contou.
 
"O meu filho estava embrulhado em uma toalha molhada e com fuligem de fumaça no nariz. A babá inalou muita fumaça e ficou em observação no Hran (Hospital Regional da Asa Norte), mas está bem. Também temos dois cachorros e um deles tinha desmaiado por causa da fumaça", continou o morador.
 
Até a manhã de ontem, a família usava roupas emprestadas de parentes, já que o edifício ficou interditado durante toda a noite e só foi parcialmente liberado no dia seguinte ao acidente. O bancário foi ao local para pegar as roupas e documentos. "Foi o maior susto da minha vida. Eu estava de mãos atadas. Meu filho é pequeno e, por ser mais sensível, ficamos preocupados com a inalação, mas ele fez exames e está bem."

A família que morava no apartamento em que o incêndio começou perdeu tudo. As chamas destruíram a unidade residencial, mas os bombeiros conseguiram impedir que elas se espalhassem a outras. O coronel reformado do Exército Adhemar Sprenger Ribas, 64 anos, dono do apartamento, morava no prédio desde a inauguração, em 2002, com a mulher, dois filhos e o cachorro de 11 anos. A sogra, de 87 anos, veio de Cristalina (GO) passar o Dia das Mães com a família e estava no imóvel no momento do incêndio, com o cão.

Ele considerou a morte do animal de estimação, da raça shitzu, como a maior perda. O bicho, chamado de Uísque, não conseguiu sair a tempo e morreu intoxicado. “Ele fazia parte da família. Ainda bem que a minha sogra não tentou resgatá-lo, ou ela não teria conseguido sair”, comentou o coronel. A família não sabe o que provocou o incêndio no duplex de mais de 220 metros quadrados. 
 
Ajuda
 
Amigos e conhecidos organizam uma lista de compras para ajudar a família Ribas, que perdeu todas as roupas, todos os calçados e móveis. Entre a ajuda, há de aquisição de lâmpadas a roupas de cama. A expectativa é fazer a doação dos produtos em 31 de agosto. A ação é encabeçada por amigos dos filhos de Adhemar: uma psicóloga e outro advogado.
 
Colaborou Isa Stacciarini 
 
Ver galeria . 18 Fotos Sarah Peres/Esp. CB/D A Press
(foto: Sarah Peres/Esp. CB/D A Press )
 
 
Ver galeria . 8 Fotos Breno Fortes/CB/D.A Press
(foto: Breno Fortes/CB/D.A Press )
 

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