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Correio Braziliense

Amigos e parentes de adolescente morto a pedradas protestam em Santa Maria

Cerca de 30 pessoas gritavam por Justiça no local onde Gabryel Bezerra Pereira foi morto.


postado em 15/07/2018 15:34 / atualizado em 15/07/2018 15:34

Parentes e amigos de Gabryel se reuniram no local onde o jovem foi assassinado para pedir justiça(foto: Arquivo Pessoal)
Parentes e amigos de Gabryel se reuniram no local onde o jovem foi assassinado para pedir justiça (foto: Arquivo Pessoal)
Familiares e amigos do adolescente Gabryel Bezerra Pereira, 14 anos, assassinado em 5 de julho, se reuniram neste domingo (15/7), na QR 116 de Santa Maria, para pedir paz e justiça. Cerca de 30 pessoas vestiram camisetas brancas com uma foto do rapaz e a frase “Chega de impunidade. Queremos justiça!”
 
Gabryel foi morto a pedradas na saída de uma festa na QR 116. No mesmo dia, policiais da 33ª Delegacia de Polícia (Santa Maria) localizaram um adolescente de 13 anos que confessou o crime e foi apreendido. Outro suspeito, que aparece roubando a jaqueta de Gabryel em imagens das câmeras de segurança de uma drogaria, ainda não foi encontrado.
 
Em entrevista ao Correio, a mãe de Gabryel, a dona de casa Danielle Bezerra, 35, disse que se sente ameaçada. “A mãe dele está bem, enquanto eu estou aqui sofrendo a perda do meu menino”, lamentou. O pai, o auxiliar de serviços gerais José Ribamar Pereira, 39, diz que espera apenas que o caso seja solucionado: “A gente só quer que seja feita justiça, que os criminosos paguem pelo que fizeram”. A manifestação pacífica começou por volta das 9h de domingo e foi encerrada às 11h30. 
 
O jovem era fã de música e se preparava para organizar a festa de aniversário da mãe, no fim deste mês. "Ele só precisava ouvir uma música uma vez que já começava a tocá-la", diz Danielle. Além de cantar na igreja, Gabryel aprendeu sozinho a tocar violão, bateria e pandeiro. 


Feminicídio em Santa Maria

Além da morte de Gabryel, outro crime chocou Santa Maria. Na noite de sábado (14/7), Janaína Romão Lúcio foi esfaqueada e morreu. O assassinato ocorreu no Condomínio Porto Rico, na mesma região administrativa.
Janaína chegou a ser socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levada para o Hospital Regional de Santa Maria, mas não resistiu aos ferimentos. O caso é investigado pela 33ª DP e tratado como feminicídio.  

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