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Correio Braziliense

Rogério Rosso diz que vai extinguir o Instituto Hospital de Base e a Agefis

Durante debate transmitido pelo Correio Braziliense, candidato ainda se desentendeu com o governador Rodrigo Rollemberg


postado em 28/08/2018 21:42 / atualizado em 29/08/2018 11:34

Rogério Rosso e governador Rodrigo Rollemberg trocaram farpas durante o debate(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
Rogério Rosso e governador Rodrigo Rollemberg trocaram farpas durante o debate (foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
O debate com os pré-candidatos ao Governo do Distrito Federal, promovido pelo Correio nesta terça-feira (28/8), o deputado federal Rogério Rosso (PSD) prometeu o reajuste dos servidores públicos do DF, como a Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, logo no primeiro dia de governo. Outra proposta aprensetada pelo candidato foi a de cancelar a criação do Instituto Hospital de Base, inaugurado pelo governador Rodrigo Rollemberg no início deste ano. Segundo ele, o IHBDF é inútil. 

Rogério Rosso (PSD), é carioca e chegou à Câmara dos Deputados em 2007. Em 2014, foi eleito deputado federal pelo DF, com 93,6 mil votos. Rosso presidiu a Codeplan, já foi administrador de Ceilândia e secretário de Desenvolvimento Econômico do DF. Se eleito, seu vice será o pastor Egmar Tavares (PRB). 

No debate, Rosso constantemente afirmou que já foi governador do DF em 'tempos muito difíceis', quando José Roberto Arruda, então chefe do executivo, foi afastado do cargo, em 2010. Rosso foi eleito de forma indireta pela Câmara Legislativa do DF, no período entre 19 de abril de 2010 e 1º de janeiro de 2011. "Se compararmos o meu governo com o atual, realmente é incomparável. Ainda mais com a dificuldade que tínhamos naquele momento. E enquanto alguns defendiam intervenção, eu trabalhava dia e noite para salvar o Distrito Federal", defendeu.  

O auge do debate foram as farpas trocadas com o governador Rodrigo Rollemberg. Tudo começou quando o deputado chamou o atual chefe do executivo de mentiroso, e fez diversas promessas de governo. Com assobios e risadas, a plateia presente no auditório do Correio Braziliense viu o governador do DF responder Rosso com ironia. "Você está dizendo que vai fazer muito, mas não foi capaz nem de cortar mato. Ele estava da sua altura e você é o maior daqui", disse, em referência ao episódio em que Rosso foi governador-tampão. No fim da gestão, houve uma suspensão dos contratos para cortes de grama.
 
Ver galeria . 15 Fotos Sete dos 11 candidatos ao Buriti participaram do debate promovido pelo Correio BrazilienseMinervino Junior/CB/DA Press
Sete dos 11 candidatos ao Buriti participaram do debate promovido pelo Correio Braziliense (foto: Minervino Junior/CB/DA Press )
 

Extinção da Agefis


"No meu governo, eu vou dar mais autonomia para as cidades satélites, descentralizar, colocar os fiscais junto das cidades. Vamos colocar a população junto do administrador, para que ele tenha o departamento de obras junto com um conselho da população. Eu vou extinguir a Agefis, mas vou prestigiar os trabalhadores, deixando os fiscais em uma determinada região para que tenham autonomia, trabalhando com uma visão desenvolvimentista, deletando uma fiscalização de cunho política, com apenas técnicos", disse.  

Pagamento de servidores

 
"No meu governo eu vou pagar a paridade do Civil, dar o reajuste da Polícia Militar (PM) e do Corpo de Bombeiros, já em 1° de janeiro. E no primeiro semestre eu vou dar a terceira parcela do salário dos servidores", falou.

Saúde

 
"Eu quero fazer tudo que o governador não fez. Por exemplo: existe apenas um equipamento de ressonância magnética em todo o DF. O resto está quebrado há cinco anos. Os casos estão começando a se inverter, pacientes do DF estão indo para o Entorno, por causa da calamidade que está a saúde de Brasília. A gente fica triste quando lê que o GDF não conseguiu gastar R$ 360 milhões de R$ 680 mi por falta de projetos. Vou dar importância à saúde primária, construir o segundo prédio do Hospital de Base e, no dia primeiro de janeiro, vou extinguir o Instituto Hospital de Base, por que cadê os resultados?”  

Economia


"Na economia do DF, 90% da formação do PIB são serviços, e metade destes serviços são públicos. Na história do nosso governo, a economia sempre esteve atrelada ao serviço público, e o servidor publico nunca teve um achatamento tão grande da sua remuneração durante o governo de Rollemberg, e é obvio que isso influenciou o desemprego. Houve um aumento de receita e esse dinheiro poderia ser usado, por exemplo, em reajustes. Estranhei muito a projeção do governo para 2019, que mantém receita tributaria de R$ 16 bilhões”.
 
Assista à integra do debate: 
 
 

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