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Correio Braziliense

Mulher morta a facadas pelo ex-companheiro em Santa Maria estava grávida

O crime aconteceu por volta das 6h desta segunda-feira (3/9). A gravidez pode ter motivado o crime, suspeita a Polícia Civil


postado em 03/09/2018 18:41 / atualizado em 03/09/2018 19:43

Simone de Sousa Lima tinha 25 anos e foi morta com golpes de facão(foto: Arquivo pessoal)
Simone de Sousa Lima tinha 25 anos e foi morta com golpes de facão (foto: Arquivo pessoal)
A 21ª vítima de feminicídio no Distrito Federal é Simone de Souza Lima, 25 anos, morta com sete facadas pelo ex-companheiro, Josias Sacramento dos Santos, 40 anos. O feminicídio ocorreu no quarto da quitinete do acusado, na Quadra 517 de Santa Maria, por volta das 6h desta segunda-feira (3/9). 

 

De acordo com informações da Polícia Civil, havia resquícios de cocaína numa mesa dentro do quarto. Foi encontrado ainda um teste de gravidez positivo, o que pode ter sido a motivação para o feminicídio, suspeita a corporação.

 

Simone e Josias estavam juntos há cerca de dois anos, idade que tem o filho do casal. A vítima também tem uma filha de 9, fruto de outro relacionamento. Contra o suspeito constam dois registros pela Lei Maria da Penha, o primeiro foi feito por uma irmã de Simone, que foi agredida por Josias ao impedi-lo de bater na mãe dela. O segundo, da própria vítima. Nesta segunda-feira (3/9), haveria uma audiência do caso. 

 

Josias teria ligado para Simone e dito para ela ir até a casa dele. Ela morava com a família na Quadra 417, também em Santa Maria. Segundo apuração preliminar dos agentes da Polícia Civil, não houve relato de discussão. A disposição do corpo de Simone indica que ela foi pega de surpresa. 

 

“Foram golpes de facão, bastante contundentes. Então, podemos levantar a hipótese de que tenha sido uma morte rápida. Mas tudo ainda é muito recente”, delimita o delegado Paulo Gallindo, chefe da 33ª DP (Santa Maria). 

 

O delegado explica que a comunicação sobre o feminicídio teria ocorrido pouco após o crime, mas, como o endereço fornecido estava errado, houve dificuldade para a apuração do caso.

 

“Somente na segunda comunicação sobre o crime os policiais militares conseguiram confirmar a situação. Por isso, os agentes só chegaram depois, por volta das 12h”, esclarece Paulo Gallindo.

 

Familiares e amigos da vítima em frente ao local do crime(foto: Sarah Peres/Esp. CB/D.A Press)
Familiares e amigos da vítima em frente ao local do crime (foto: Sarah Peres/Esp. CB/D.A Press)
 

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