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Correio Braziliense

Eliana discute com Ibaneis e se defende no caso do bloqueio de bens

Em debate promovido pelo Correio, Eliana Pedrosa acusa Ibaneis de crime eleitoral e diz que bloqueio de seus bens foi erro processual


postado em 03/10/2018 21:29 / atualizado em 03/10/2018 21:29

(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

Em sua participação no debate com postulantes ao Governo do Distrito Federal promovido pelo Correio e pela TV Brasília, nesta quarta-feira (3/10), a candidata do Pros, Eliana Pedrosa, precisou responder em mais de um momento sobre o recente bloqueio de bens determinado pela Justiça do Rio de Janeiro por conta de suspeita de participação em fraudes no Detran daquele estado.

O assunto foi abordado, inicialmente, pela colunista de política do Correio Denise Rothenburg e, depois pelo governador Rodrigo Rollemberg. Em sua defesa, Eliana chamou o episódio de "fake news". "Em 20 mil páginas desse processo, eu não sou citada uma só vez tendo imputados a mim improbidade administrativa e desvio de recursos públicos. Configura meu nome no processo apenas porque fui proprietária da empresa 12 anos atrás, quando ela foi vendida. E o contrato social da venda não foi colocado no processo. Tanto é que o juiz já reviu essa decisão e eu não tenho bens bloqueados hoje", respondeu.

Em outro momento, a candidata do Pros protagonizou com Ibaneis Rocha (MDB) um dos momentos mais tensos do programa. Eliana acusou o emedebista de crime eleitoral no episódio em que ele prometeu reconstruir, com recursos próprios, casas derrubadas pela Agefis no Assentamento 26 de Setembro. "É crime eleitoral sim. A lei nos veda dar até R$ 10 na rua, quanto mais construir uma casa. Isso não é legítimo e o senhor terá de responder por esse crime." 

Ibaneis reagiu dizendo que, como advogado, sabe não ter feito nada de errado e acusou Eliana de andar ao lado do que "há de pior". "Tenho vergonha de ter sido amigo de uma pessoa assim", disse o candidato.

Eliana também teve questionada a proximidade com pessoas investigadas, como Fábio Simão, réu em três ações penais e uma por improbidade administrativas; Manoel Neto, condenado no âmbito da Operação Caixa de Pandora e Carlos Xavier, condenado em segunda instância por homicídio. Diante da pergunta, feita pelo jornalista do Correio Paulo Silva Pinto, Eliana respondeu que, dos três nomes citados, apenas Fábio Simão está "efetivamente" em sua campanha. "Ele tem um papel de agenda, que, portanto, não impacta em nada, mesmo porque não há nenhuma condenação", disse.
 
 
Veja a seguir outras falas de Eliana ao longo do debate:


Servidores públicos

"Quero me dirigir a você, servidor público. Com tantas mazelas ainda no DF, tantos problemas a serem resolvidos, coloco em vocês toda a minha aposta. Que valorizando, abrindo o diálogo, nós teremos sucesso em vencer todos esses desafios."

Governo Rollemberg

"Questiono muito (quando Rollemberg diz que conseguiu) arrumar a casa, porque na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que foi votada no primeiro semestre, ficou configurado que chegaríamos ao final do ano com deficit de R$ 2 bilhões, sem levar em conta os restos a pagar. E assusta também que a saúde ficou abandonada, com as pessoas sem direito a cirurgia."

Proposta do IPTU regionalizado

"Gostaria de parabenizar Rosso por esse projeto. Fazer essa descentralização dos recursos do IPTU, colocando em cada uma de nossas cidades, que já estão maduras, já têm cultura própria, é extremamente importante. Por que é o avanço que todos aqui no DF pedem, principalmente para diminuirmos as desigualdades que existem. Precisamos de grandes obras, mas são necessárias também pequenas obras, que o administrador, com esse recurso, vai poder fazer rapidamente. É um buraco na frente da casa de um morador, é uma luz que queima e precisa ser trocada imediatamente, porque isso é mais segurança. É importantíssimo que nossas cidades tenham menos desigualdade e mais qualidade de vida."

Administrações regionais

"No nosso governo, vamos empoderar efetivamente as regiões administrativas por meio dos administradores. Eles terão missão, não será mais só um cabide de emprego. Teremos ali um grande Na Hora com grande oferta de serviços. No nosso governo, para ser administrador, o candidato ao cargo terá de preencher três requisitos: competência, compromisso com resultado e que queira olhar 360 graus, não olhe só para sua caixinha."
 
 

Mobilidade urbana

"Tenho a intenção de fazer muitas obras de infraestrutura. Precisamos fazer com que as pessoas chegarem mais cedo em casa. Hoje, os brasilienses ficam duas horas no trânsito para ir e para vir para casa, às vezes chegando a quatro horas. Precisamos trabalhar naqueles gargalos que têm em todas as cidades para desafogar esse trânsito, como no Recanto das Emas, Riacho Fundo, Sudoeste, Planaltina e tantas outras cidades. Vamos fazer viadutos, está tudo planejado, temos orçamento designado e planejado. E continuar as obras importantes."

Transporte público

"Enquanto essa malha metroviária não fica pronta, precisamos ofertar mais ônibus nos horários de pico, micro-ônibus circulares nas cidades, que cresceram muito. As pessoas estão levando às vezes 40 minutos para chegar a um ponto de ônibus, considerando que ela vai ficar ainda mais uma hora e meia nesse ônibus"    

Conflito de interesses

"Não tenho nenhuma empresa que presta serviço ao governo do Distrito Federal nem a nenhum órgão público. Minha mãe (que é dona de empresa) já foi ao cartório e abriu mão de todos os contratos que a empresa possa ter caso eu seja eleita. Essa preocupação ninguém precisa ter. Não teremos nenhum contrato com o governo." 

Desemprego no Entorno

"Temos de trabalhar numa grande concertação entre o DF e as regiões do Entorno, e fazer com que os órgãos relacionados ao trabalho se falem, se relacionem, inclusive para a proposição de cursos de qualificação profissional alinhados às demandas do mercado. E temos de trazer iniciativas que impulsionem esse mercado. Uma das propostas que tenho é justamente o trem, que sairá de Luziânia e virá até o DF e proporcionará muitos empregos durante a construção dessa ferrovia. É um dos caminhos. Precisamos avançar nessa discussão porque essa questão do desemprego é muito dolorida."

Outubro Rosa

"Quero apresentar às mulheres uma lei que fiz e que diz respeito ao Outubro Rosa, (que lembra) os cuidados que devemos ter com o câncer de mama. A lei (nº 4.761, de 14 de fevereiro de 2012) diz que a reconstrução mamária tem de ser simultânea à mutilação feita em decorrência da cirurgia por conta do câncer de mama. É muito importante que as mulheres possam ter essa reconstrução, inclusive com a simulação dos bicos dos seios com pigmentação. E se, por motivos clínicos, ela não puder fazer essa cirurgia, que ela seja referenciada, para ser a primeira da fila quando isso for possível."
 

Considerações finais

"Procurei ser propositiva e respeitosa. Lamento apenas que alguns candidatos tenham perdido esse respeito em alguns momentos, mas a vida continua. Quero dizer que DF vai mudar. Estamos todos muito sofridos e precisamos de uma nova esperança. Vamos trabalhar com muito carinho, muito empenho, para ter menos desigualdade."
 
 
 

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