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Correio Braziliense

Líder das pesquisas, Ibaneis Rocha é o principal alvo no #DebateCorreio

Promovido pelo Correio Braziliense e pela TV Brasília, o encontro entre os candidatos ao Palácio do Buriti foi o último antes das eleições no domingo


postado em 03/10/2018 21:10 / atualizado em 03/10/2018 21:21

(foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press)
(foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press)

Os sete principais candidatos ao governo do Distrito Federal se enfrentaram, na tarde desta quarta-feira (3/10), no #DebateCorreio, último encontro entre os concorrentes antes das eleições que ocorrem no domingo (7/10). Estiveram presentes Rodrigo Rollemberg (PSB), Eliana Pedrosa (Pros), Ibaneis Rocha (MDB), Alberto Fraga (DEM), Rogério Rosso (PSD) Júlio Miragaya (PT) e Fátima Sousa (PSol). 

Com cinco blocos, sendo dois dedicados às perguntas dos jornalistas, outros dois para embate direto entre os candidatos e um último a considerações finais, o debate ficou pautado pelo enfrentamento dos postulantes contra Ibaneis Rocha, que apareceu em primeiro lugar na pesquisa do Ibope divulgada também nesta quarta-feira e já tinha aparecido na última Datafolha. O rápido crescimento do candidato já vinha chamando a atenção dos demais concorrentes ao Buriti.

As críticas a Ibaneis começaram assim que o colunista político do Correio Braziliense Luiz Carlos Azedo questionou o candidato sobre as acusações dos adversários que ele estaria abusando do poder econômico e se ele poderia dizer qual era a origem dos recursos de sua campanha. O candidato do MBD garantiu que eram "recursos próprios" e que estavam dentro da lei. "Estou gastando o que é meu, que ganhei com honestidade". 

A partir daí, os adversários passaram a citar o líder nas pesquisas até em situações em que não eram voltadas necessariamente para ele. As principais críticas estavam ligadas à promessa do candidato de utilizar os precatórios que o governo do DF deve a ele para financiar casas para a população do Distrito Federal, caso seja eleito. Também foram citados pelos concorrentes a acusação de falta de pagamento aos cabos eleitorais da campanha, além de problemas com a Justiça que envolvem a denúncia do MPF de superfaturamento e dano ao erário no município de Jacobina, na Bahia.

Eliana Pedrosa foi uma das primeiras a criticar o medebista. "A lei nos veda a dar até R$ 10 na rua. Quanto mais construir uma casa. Então é importante o senhor dizer logo que isso é ilegítimo", afirmou a candidata do Pros. Ibaneis subiu o tom e acusou Eliana de difundir fake news. "É fruto de uma mentalidade podre. Tenho certeza de que não fiz nada errado, serei absolvido", garantiu.

Em embate contra Fátima Sousa, Fraga foi outro que aproveitou para alfinetar o concorrente: "Eu não tenho nada contra dinheiro, eu só fico preocupado quando ele começa a usar esse dinheiro para comprar as outras pessoas". Em outra oportunidade, em confronto com Júlio Miragaya, voltou a fazer críticas, agora com foco na proposta de gerar 100 mil empregos nos seis primeiros meses. "As propostas de Ibaneis são coisas de outro mundo", afirmou. E depois ouviu do petista a concordância: "Isso não tem o menor cabimento, não tem sustenação. Isso é mera demagogia. Não tem a menor possibilidade de acontecer".

Aliados


Os apoios dos candidatos também pautaram o último debate do GDF. Eliana Pedrosa, do Pros, teve que justificar a sua proximidade com Fábio Simão, um dos suspeitos na Operação Carne Fraca. Ela disse se tratar apenas de uma acusação e logo mudou de assunto aproveitando para falar sobre a campanha do Outubro Rosa. 

Outro que foi questionado sobre aliados foi Fraga. Ao ser perguntado pela jornalista Denise Rothenburg sobre a função do ex-governador José Roberto Arruda e da esposa dele, a candidata ao cargo de deputada federal Flávia Arruda, em seu eventual governo, ele disse que Arruda seria uma espécie de conselheiro.


 
Já Rogério Rosso, que na noite de terça-feira admitiu apoio ao candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL), voltou a ter que falar sobre o assunto e sobre as mudanças de direcionamento ao longo da trajetória política. Ele negou ter estado próximo da ex-presidente Dilma Rousseff e afirmou que o voto em Bolsonaro é sinônimo de "patriotismo, e não oportunismo".

A admissão do voto em Bolsonaro levou Fátima Sousa a criticar Rosso e também Alberto Fraga, outro apoiador de Bolsonaro. "Sou filha da democracia, e muito me surpreende termos candidatos aqui neste debate que declarem apoio a um candidato que representa o atraso, a violência e a ditadura", criticou.

O atual governador Rodrigo Rollemberg aproveitou o tema para reafirmar seu apoio aos candidatos ao Senado, Leila do Vôlei e Chico Leite, e quando foi questionado sobre o voto presidenciável admitiu que irá votar em Ciro Gomes, do PDT. "Mantenho a minha coerência e estou muito orgulho dos meus aliados", afirmou.

Ibaneis Rocha foi outro postulante a falar de seu voto: "Eu pretendo votar no meu candidato a presidente da República, Henrique Meirelles". Júlio Miragaya, do PT, manteve a estratégia feita ao longo da campanha de defender Lula e a campanha de Fernando Haddad ao Palácio do Planalto.

Temas


Saúde e geração de emprego foram assuntos que estiveram na pauta do debate. O novo modelo de gestão do Hospital de Base instalado por Rodrigo Rollemberg foi alvo de críticas, assim como a queda na geração de empregos durante o governo do candidato a releição. O governador se defendeu dizendo que está recuperando a capacidade de investimento no DF e aproveitou para dizer que o Instituto Hospital de Base acelerou os processos na saúde pública e prometeu que, se eleito, levará o modelo para outros hospitais do DF.

"Eu reconheço que a saúde é dos nossos maiores problemas, mas é importante registrar que isos não é apenas em Brasília e não só no nosso governo. É no país inteiro e vem de outros governos", respondeu Rollemberg, que exaltou o novo Hospital da Criança feito em seu governo.

Com mais espaços para críticas do que propostas, alguns candidatos falaram sobre o que pretendem fazer em suas possíveis gestões. Eliana Pedrosa garantiu que vai empoderar as regiões administrativas com a eleição dos administradores. Questionado sobre a democratização dos espaços públicos, Rosso falou que é importante potencializar a vocação turística e do lazer da cidade, também falando da descentralização da administração.

Em relação ao transporte público, Fátima Sousa afirmou que é preciso resolver o caos da mobilidade urbana do DF e brincou com Eliana Pedrosa ao dizer ter ficado feliz da concorrente ter copiado sua proposta do trem que ligará Luziânia (GO) a Brasília. 

Júlio Miragaya defendeu a criação de um salário mínimo diferenciado para a população do DF. Já Ibaneis Rocha pediu conselhos de Fátima Sousa e garantiu que vai devolver uma saúde de qualidade a população de Brasília. Fraga garantiu que vai olhar para o Entorno do DF, que, segundo ele, até agora só teve padrastos.

Polêmicas


Alguns candidatos ainda tiveram que responder a assuntos espinhosos, como Alberto Fraga que foi questionado sobre ser preconceituoso em referência a um comentário em que chamou um juiz que o condenou de "ativista LGBT". Ele disse que não cometeu nenhum crime. "Achei estranho um processo parado há mais de 10 anos no fim da fila, mas de repente as alegações finais chegarem numa sexta-feira às 14h. Queria que a justiça tivesse sempre essa agilidade", completou.

Eliana Pedrosa também teve que falar sobre um possível conflito de interesse caso seja eleita por conta das empresas da família que tem contratos com o governo e ainda as suspeitas de envolvimento em suposta fomrção de cartel no Rio de Janeiro. Ela chamou as acusações de fake news e afirmou que a família já abriu mão.  
 
 

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