Publicidade

Correio Braziliense

Manifestantes protestam contra a destruição de livros na UnB

Nesta quarta-feira (10/10), cerca de 300 estudantes e professores se reuniram em ato realizado em frente à Biblioteca Central


postado em 10/10/2018 20:05 / atualizado em 18/10/2018 09:47

Estudantes ergueram cartazes contra o vandalismo:
Estudantes ergueram cartazes contra o vandalismo: "agressão simbólica" (foto: Wallace Martins/Esp. CB/DA press)
Cerca de 300 professores e estudantes da Universidade de Brasília (UnB) fizeram um ato em frente à Biblioteca Central contra a destruição de livros. A manifestação começou por volta das 17h, no Instituto Central de Ciências (ICC) Sul. De lá, um pequeno grupo saiu em marcha em direção à biblioteca. Os manifestantes estenderam uma faixa verde com os dizeres: "UnB em defesa dos direitos humanos". Em 4 de outubro, a UnB divulgou uma nota alertando sobre a destruição sistemática de títulos.

Entre os livros danificados havia títulos de ciência, como A origem das espécies, de Charles Darwin, outros de história e pelo menos seis sobre direitos humanos — um deles, o mais rasgado, aborda o tema durante a ditadura militar. 
 
Ato em frente à biblioteca reuniu cerca de 300 pessoas, segundo a organização do evento(foto: Wallace Martins/Esp. CB/DA press)
Ato em frente à biblioteca reuniu cerca de 300 pessoas, segundo a organização do evento (foto: Wallace Martins/Esp. CB/DA press)
Um dos organizadores do protesto, o estudante do curso de pós-graduação em direitos humanos da UnB Jack Di Araújo Vieira disse que o vandalismo é uma "agressão simbólica". "É uma depredação ao patrimônio, mas voltada para um conteúdo que fala sobre diversidade religiosa, igualdade e justiça. Isso atinge cada um de nós. Não só como comunidade acadêmica, mas como brasileiros", destacou.
 
O coordenador do Programa de pós-graduação em direitos humanos da universidade, Alexandre Bernardino Costa, também criticou a ação dos vândalos. "Os estudantes fizeram o ato para marcar posição contrária à atitude. É um momento grave, que vemos casos de violência contra minorias em todo o país", disse.
 
Mestra em direitos humanos pelo programa da UnB, Sueli Bellate destacou que professores e alunos reuniram livros de direitos humanos para repôr os danificados. Os excedentes serão enviados para escolas públicas periféricas do Distrito Federal.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade