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Correio Braziliense

Acusada de estupro coletivo de menino de 12 anos é presa preventivamente

Justiça converteu nesta quinta-feira (11/10) a prisão de uma mulher de 21 anos para preventiva. Juíza ponderou sobre o perigo da jovem em liberdade


postado em 11/10/2018 16:14 / atualizado em 11/10/2018 16:50

(foto: Lucas Pacífico/CB/D.A. Press)
(foto: Lucas Pacífico/CB/D.A. Press)
A jovem de 21 anos presa por gravar e compartilhar o estupro coletivo de um adolescente de 12 anos ficará na cadeia pelo menos até o fim do processo. A Justiça converteu nesta quinta-feira (11/10) a prisão em flagrante para preventiva (que não tem data para acabar). Para tomar a decisão, a juíza do Núcleo de Atendimento de Custódia (NAC), Lorena Alves Ocampos, ponderou sobre o perigo de a mulher ficar em liberdade. "O modus operandi adotado na execução do delito retrata, in concreto, a periculosidade da autuada."

A magistrada ainda citou a gravidade do caso, uma vez que a jovem divulgou os vídeos e a foto da vítima ao longo da semana e só parou após a ação da Polícia Civil. Para a juíza, a intenção dela foi expor a imagem do adolescente. "A autuada colocou vídeos e fotos do menor de idade em conversas do WhatsApp, todos com conteúdo pornográfico e com intenção de também ridicularizar o menor", disse, na decisão.

Lorena Alves também relembrou que, além de gravar o vídeo, a mulher estava na cena do crime e participou do estupro com outras quatro pessoas. "Segundo consta, os fatos são de extrema gravidade e reprováveis", citou a magistrada. Ela também observou que a jovem tem condenação recente por tentativa de roubo e considerou que a concessão de liberdade provisória ou aplicação de medidas cautelares "não são recomendáveis".  

Relembre o caso

A vítima sofreu abusos físicos, sexuais e psicológicos de cinco pessoas. Entre os autores, três são adolescentes e dois têm 18 e 21 anos. A mais velha, uma mulher, foi presa em flagrante na terça-feira (9/10) por armazenar e compartilhar imagens com conteúdos pornográficos infantil. Ela também foi indiciada por estupro de vulnerável e ameaça, porque estava no momento do crime e gravou a mídia.

O caso ocorreu há mais de uma semana, no Condomínio Porto Rico, em Santa Maria, mas a Polícia Civil tomou conhecimento após ser procurada pelo Conselho Tutelar da região e pelo tio da vítima. Nas imagens, os autores obrigam o garoto a se vestir de mulher e a se maquiar. Ele é coagido a narrar frases mandadas pelos suspeitos.

Os envolvidos também forçaram que a vítima vestisse roupas íntimas femininas e chegaram a introduzir o cabo de um martelo no ânus do garoto. Ele prestou depoimento na terça-feira (9/10) em um ambiente preparado na 33ª DP para acolhê-lo.

Policiais identificaram todos os envolvidos na cena. A 33ª DP será a responsável pela investigação do caso em relação aos suspeitos maiores de 18 anos e vai encaminhar o inquérito para a Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA) para apurar o envolvimento dos outros três adolescentes.

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