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Correio Braziliense

Fabricante de ecstasy também pode responder por venda ilegal de medicamento

Além do entorpecente, a polícia apreendeu 27 comprimidos de cytotec, medicamento de venda restrita que é usado clandestinamente como abortivo


postado em 26/12/2018 11:50 / atualizado em 27/12/2018 09:09

Laboratório desmontado pela Polícia Civil do DF ficava em Joinville, Santa Catarina(foto: Sarah Perez/Esp.CB/D.A Press)
Laboratório desmontado pela Polícia Civil do DF ficava em Joinville, Santa Catarina (foto: Sarah Perez/Esp.CB/D.A Press)

O homem de 29 anos, preso na terça-feira (18/12), suspeito de produzir comprimidos de ecstasy também tinha cerca de 27 comprimidos de cytotec, medicamento de venda restrita, usado clandestinamente para induzir ao aborto. Além de tráfico interestadual de drogas, o criminoso, que não teve o nome divulgado, também poderá responder por venda ilegal de medicamentos.

Segundo o titular da Coordenação de Combate às Drogas (Cord), Luiz Henrique Sampaio, o acusado terá de prestar esclarecimentos acerca dos comprimidos apreendidos. “Iremos questionar a procedência dos medicamentos e como ele os adquiriu. Se comprovado a venda para fins abortivos, ele também responderá pelo crime”, garante.

A venda clandestina de medicamento prevê prisão de 10 a 15 anos. No caso do tráfico interestadual de drogas, a pena varia de 5 a 15 anos. Agentes também apreenderam anabolizantes. “Estamos apurando o uso do material, contudo, acreditamos que era para consumo próprio”, explica o delegado Luiz Henrique Sampaio.

Produção de sintéticos

A polícia chegou até o suspeito após a prisão de dois homens que distribuíam os comprimidos de ecstasy para traficantes menores do Distrito Federal. Estes dois acusados são de São Paulo e da Bahia.

“Todo o tráfico era realizado por envio postal. Para não levantar suspeita dos envios, os comprimidos eram embalados em plástico bolha ou em embalagem à vácuo”, informa Luiz Henrique Sampaio.

O homem produzia cerca de 50 mil comprimidos de ecstasy por mês, que eram enviados para todo o país. Ele agia há pelo menos dois anos. O laboratório ficava em um sítio alugado em área isolada de Joinville (SC).

“Encontrar um laboratório de sintéticos muda todo o rumo de investigação acerca desse tipo de droga. Atá chegarmos neste homem, acreditávamos que os comprimidos eram exportados”, frisou o delegado.

A polícia também irá investigar como o suspeito adquiria o princípio ativo da droga, o MDA. “Ele nos explicou que a substância está sendo sintetizada a partir de produtos usados em indústrias de fabricam produtos de limpeza”, detalha.

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