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Correio Braziliense

Foragido, adolescente que matou criança de 5 anos é apreendido

Garoto de 17 anos estava no Sistema Socioeducativo desde maio de 2018, quando cometeu o crime, mas foi beneficiado pelo saidão do Natal e não retornou


postado em 09/01/2019 20:40 / atualizado em 10/01/2019 12:10

Maria Eduarda Rodrigues de Amorim tinha 5 anos quando foi assassinada, em maio de 2018(foto: Arquivo Pessoal)
Maria Eduarda Rodrigues de Amorim tinha 5 anos quando foi assassinada, em maio de 2018 (foto: Arquivo Pessoal)
Um adolescente de 17 anos foi apreendido pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), nesta quarta-feira (9/1), por ter assassinado a tiros Maria Eduarda Rodrigues de Amorim, 5 anos. O crime ocorreu em 21 de maio de 2018 e o jovem foi o quarto e último suspeito — três adolescentes e um maior de idade — de ter matado a criança a ser apreendido.

O garoto era um dos líderes da gangue "17 do mal", que se instalou na QNO 17 do Setor O, em Ceilândia. A 24ª Delegacia de Polícia, do Setor O, descobriu que haveria uma briga entre gangues, na QNO 18, e enviou policiais, na tarde desta quarta-feira. No local, encontraram o adolescente, que era procurado desde dezembro de 2018, quando recebeu o benefício de saída do Sistema Socioeducativo durante o Natal e não retornou. O menino levava um trouxa com maconha e foi encaminhado para a Delegacia da Criança e do Adolescente 2, em Taguatinga. 

"É a segunda vez que nós apreendemos o menor. Na primeira ocasião, ele foi pego depois de ter fugido do Socieducativo, em maio de 2018, época em que matou a Maria Eduarda. Realizamos a apreensão dele à época. Agora, ele foi encontrado novamente depois de ter recebido a permissão do estado de sair do sistema e não retornar quando deveria", conta o delegado responsável pelas investigações, Ricardo Viana.

O adolescente tem nove passagens por atos infracionais análogos ao roubo, um por porte de arma e outro por tráfico.

Gangues


Os disparos que atingiram Maria Eduarda e deixaram ferido um irmão dela, de 19 anos, saíram de um Voyage preto. A investigação da PCDF indica que os tiros envolviam uma disputa entre duas gangues de moradores da QNO 17 e QNO 18, em Ceilândia. 

A criança buscava milho de pipoca para a tia quando recebeu tiros nas costas e nuca. Outro disparo atingiu um irmão de Maria na perna. Os dois foram levados ao Hospital Regional de Ceilândia (HRC). O alvo da gangue era um dos irmãos de Maria Eduarda, que não estava na casa no momento.

A briga dos dois grupos tem, ao menos, 10 anos. O delegado Ricardo Viana explica que, no início, pontos de venda de drogas motivaram o conflito, mas, hoje, até o endereço residencial pode resultar em morte. "Se nós questionamos um membro da gangue da 17, ele diz que se o cara mora na 18, ele tem que morrer. A coisa mais pífia possível", explica.

A mesma disputa por território matou o jogador de futebol amador Cristian Henrique Nogueira de Lima, 17 anos, em um parada de ônibus da QNO 17, quando esperava pelo transporte público ao lado da irmã de 12. O crime ocorreu em 20 de maio, um dia antes da morte de Maria Eduarda.

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