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Correio Braziliense

Bombeiros e peritos do DF auxiliam equipes de socorro em Brumadinho

Enquanto a PCDF mantém uma equipe na cidade mineira desde 28 de janeiro, o Corpo de Bombeiros enviou, nesta quarta-feira, 18 militares e quatro cães para a área da tragédia


postado em 06/02/2019 11:38 / atualizado em 08/02/2019 15:55

A equipe do Corpo de Bombeiros partiu para Brumadinho (MG) na manhã desta quarta-feira(foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros)
A equipe do Corpo de Bombeiros partiu para Brumadinho (MG) na manhã desta quarta-feira (foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros)
A busca por sobreviventes e a identificação das vítimas da tragédia em Brumadinho (MG) ganharam o reforço de policiais civis e bombeiros do Distrito Federal, após pedido de ajuda feito pelas corporações de Minas Gerais. Os socorristas já entraram no 13º dia de trabalho, com 142 corpos retirados da lama, 122 deles identificados. Ainda restam 194 desaparecidos.

A Polícia Civil do DF enviou um grupo coordenado pelo perito médico-legista Samuel Ferreira e composto, ainda, pelo perito médico-legista Malthus Galvão, pela perita criminal Heloisa Costa e pela papiloscopista Jurema de Morais. Os quatro têm experiência na identificação de vítimas de desastres de grandes proporções.

Os especialistas estão em Brumadinho desde 28 de janeiro e não têm data para retornar a Brasília. "É um momento de tragédia e grande comoção. Apesar disso, o nosso trabalho, com toda a equipe da perícia de Minas Gerais, tem sido gratificante. De certo modo, com a identificação dessas vítimas, conseguimos devolver a memória dessas pessoas que partiram para a família. É o mínimo que podemos fazer", disse, ao Correio, Ferreira, que é diretor do Instituto de Pesquisa de DNA Forense.
 
Os especialistas da PCDF Samuel, Heloisa, Malthus e Jurema(foto: Divulgação/PCDF)
Os especialistas da PCDF Samuel, Heloisa, Malthus e Jurema (foto: Divulgação/PCDF)
 
 
O diretor também frisa o trabalho minucioso realizado pela equipe de Minas Gerais: "O trabalho está sendo excelente. Tanto na parte de gestão como na parte técnica-científica, responsável pelas perícias e identificação como a medicina legal, a antropologia forense, a odontologia legal, a genética forense e a papiloscopia."
 
Para o perito Malthus o serviço intenso tem um valor humanitário. "É muito gratificante representar a PCDF nesta missão, para que, em parceria com nossos nobres colegas mineiros, possamos aliviar o sofrimento das famílias", pondera.  

A equipe enviada a Brumadinho já ajudou na identificação das vítimas de desastres tanto no Brasil quanto no exterior. O trabalho do grupo ocorreu, por exemplo, após a tragédia da Região Serrana do Rio de Janeiro, em 2011, que deixou mais de 900 mortos, e na identificação das vítimas do voo 1907, na Amazônia, em 2006, que matou 154 pessoas. No exterior, atuou após o incêndio no supermercado Ycuá Bolaños, em Assunção (Paraguai), em 2004, que deixou 374 mortos.

18 bombeiros e quatro cães

Em outra frente de ação — a busca por corpos ou, quem sabe, sobreviventes — uma equipe com 18 militares e quatro cães do Corpo de Bombeiros também passa a atuar na área da tragédia. O comboio para Brumadinho partiu na manhã desta quarta-feira (6/2). 
 
De acordo com a comunicação do Corpo de Bombeiros, todos os militares são especializados em busca e resgate em estruturas colapsadas. Cinco viaturas de busca e salvamento também foram encaminhadas para o local. A previsão é que a missão dure 15 dias, mas a equipe está à disposição da corporação mineira para estender a operação pelo tempo necessário.

A barragem de rejeitos da Vale, na cidade de Brumadinho (MG) se rompeu no início da tarde do dia 25 de janeiro(foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros)
A barragem de rejeitos da Vale, na cidade de Brumadinho (MG) se rompeu no início da tarde do dia 25 de janeiro (foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros)

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