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Correio Braziliense

Homem que tentou invadir escola foge da ambulância ao ser transferido

O ex-policial civil era transportado do Hran para hospital psiquiátrico quando se soltou e pulou do veículo em movimento, na Epig


postado em 11/02/2019 17:25 / atualizado em 11/02/2019 21:00

Enquanto estava no Hran, paciente foi mantido amarrado a uma maca no corredor do hospital(foto: Material cedido ao Correio)
Enquanto estava no Hran, paciente foi mantido amarrado a uma maca no corredor do hospital (foto: Material cedido ao Correio)

O ex-policial civil acusado de tentar invadir uma escola infantil na semana passada fugiu, na tarde desta segunda-feira (11/2), no momento em que era transportado do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) para um hospital psiquiátrico. Segundo o Correio apurou, ele pulou de uma ambulância em movimento. Até a última atualização desta matéria, ele não tinha sido localizado.

O paciente deu entrada no Hran na sexta-feira (8/2), após ser detido e prestar depoimento na 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte). Segundo a família, ele sofre de esquizofrenia, mas não houve apresentação de laudo. Uma psiquiatra do Hran pediu a internação involuntária, mas Secretaria de Saúde informou que ele não havia leito disponível. Parentes chegaram a recorrer à Justiça pedindo internação compulsória, mas o pedido foi negado
 

De acordo com uma testemunha escutada pelo Correio, o homem era encaminhado para ser internado involuntariamente (veja quadro) e uma irmã acompanhava a transferência. Ainda segundo o relato, pela falta de funcionários no quadro do Hran, não houve o acompanhamento de um profissional de enfermagem. Na altura da Estrada Parque Indústrias Gráficas (Epig), o veículo diminuiu a velocidade para passar por um quebra mola, momento em que o suspeito fugiu.

 

Em nota, a direção do Hran informou que o paciente foi admitido na unidade e, na tarde desta segunda-feira (11), foi disponibilizada vaga para internação no Hospital São Vicente de Paulo, em Taguatinga. "A remoção entre as unidades transcorria em uma ambulância, e o paciente estava contido e acompanhado de um padioleiro (profissional que transporta pacientes em maca) e da irmã. Porém, ele conseguiu desamarrar a contenção e evadiu-se. A direção do Hran acionou a Polícia Civil que investiga o caso", informa o texto. 

Medo entre funcionários

Com a fuga do ex-policial, o clima de insegurança aumentou no Hran. Na manhã de segunda-feira, o paciente gritou e ameaçou alguns profissionais após ter de ser contido. O homem afirmou que havia gravado o rosto de cada um. Após a notícia da fuga, cerca de oito servidores foram até a 2ª DP para o registro do boletim de ocorrência. 

 

Pacientes da rede também pretendem ir até a delegacia. Duas foram importunadas pelo ex-policial civil na noite de domingo, quando ele conseguiu se soltar da maca. Na ocasião, as mulheres iam juntas ao banheiro do Hran e foram seguidas pelo suspeito. Ele entrou, exibiu o órgão sexual e, depois, saiu. O homem voltou para o leito, fingindo não ter feito nada. 

Tipos de internação

Voluntária

Ocorre com o consentimento do paciente. A pessoa deve assinar uma declaração informando que optou 

pelo regime de tratamento. A saída ocorre por meio de solicitação do usuário ou por determinação do médico assistente;

 

Involuntária

O paciente não aceita a internação, mas há pedido de familiares. A pessoa deve passar por análise psiquiátrica que indicará se ela é um risco para o próximo e para ela própria. Se o especialista achar que o paciente não tem condições de responder pelos atos praticados, há interdição dos direitos jurídicos.

 

>>Nas internações anteriores, deve-se ter prazo estipulado de duração do tratamento.

 

Compulsória

Determinada pela Justiça, que deverá levar em conta a segurança do estabelecimento, dos funcionários, internos e do próprio paciente. A rede hospitalar deve comunicar aos familiares e à autoridade sanitária responsável quando acontecer evasão, transferência, acidente, intercorrência clínica grave e falecimento. O prazo para informar é de, no máximo, 24 horas. A internação só é suspensa mediante laudo psiquiátrico que comprove a evolução do paciente. 

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