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Correio Braziliense

Suposto racha na L4 Sul: MP avalia se recorre de decisão que inocentou réu

A Justiça absolveu o bombeiro Noé Albuquerque Oliveira da acusação de homicídio doloso. Viúva de uma das vítimas diz ter intenção de recorrer 'até a última instância'


postado em 12/03/2019 16:44 / atualizado em 12/03/2019 16:44

O acidente aconteceu em 30 de abril de 2017 e resultou na morte de duas pessoas(foto: Hugo Gonçalves/Esp.CB/D.A Press)
O acidente aconteceu em 30 de abril de 2017 e resultou na morte de duas pessoas (foto: Hugo Gonçalves/Esp.CB/D.A Press)
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) avalia a possibilidade de recorrer à decisão da Justiça de absolver o bombeiro e enfermeiro Noé Albuquerque Oliveira da acusação de homicídio doloso (quando há intenção de matar). Ele responde pelo caso que envolve um provável racha na L4 Sul em 2017. O acidente resultou na morte de Cleusa Maria Cayres, à época com 69 anos, e seu filho, Ricardo Clemente Cayres, 46. 

A Justiça também considerou que o advogado Eraldo José Cavalcante Pereira não poderia responder pelo mesmo crime que Noé e desclassificou a acusação. Viúva de Ricardo, Fabrícia Gouveia esteve com promotores à frente do caso nesta terça-feira (12/3) e garantiu que o órgão vai recorrer à decisão sobre ambos os réus. 
 
“O juiz entendeu que uma pessoa embriagada que pega o carro não está assumindo risco nenhum. Vamos recorrer até a última instância”, ressaltou. Caso os recursos forem negados, o processo tramitará em uma vara criminal comum. Até a última atualização desta reportagem, a decisão ainda não havia sido publicada na íntegra.  

O advogado dos réus, Alexandre Queiroz, afirmou que recorrer é direito do Ministério Público. "Caso recorram, a defesa irá contestar. Seremos intimados e oferecemos nossa versão", comentou. Sobre a decisão do juiz, o defensor destacou que as provas técnicas mostram que não houve disputa de racha entre os acusados.
  

Relembre o caso 

O acidente aconteceu em 30 de abril de 2017, quando três veículos saíram de uma marina no Lago Paranoá. Eraldo José conduzia um Jetta; Noé dirigia uma Range Rover Evoque; e Fabiana de Albuquerque Oliveira guiava um Cruze. A suspeita da Polícia Civil era que os dois homens participavam de um racha, o que resultou no acidente na L4 Sul.  

A colisão do Jetta contra o Fiesta da família de Cleuza e Ricardo foi a causa da morte de mãe e filho, além de provocar ferimentos em Oswaldo Clemente Cayres e Helberton Silva Quintão, que também estavam no veículo atingido. O carro de Fabiana, irmã de Noé e cunhada de Eraldo, também foi atingido pelo Jetta. 

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