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Correio Braziliense

Antílope nascido em Brasília morre no Zoológico

Segundo órgão, a morte foi súbita e não há suspeita sobre a causa. Laudo será feito pela Universidade de Brasília


postado em 12/03/2019 19:31 / atualizado em 12/03/2019 20:40

Antílope Waterbuck é originário das savanas e pântanos da África Subsaariana(foto: Edilson Rodrigues/CB/D.A Press)
Antílope Waterbuck é originário das savanas e pântanos da África Subsaariana (foto: Edilson Rodrigues/CB/D.A Press)
Nascido em julho de 2008 no Zoológico de Brasília, o antílope, ou waterbuck, Selvagem, faleceu no último sábado (9/3), de forma súbita, de acordo com o órgão. A causa da morte, no entanto, só poderá ser comprovada após laudo, que será feito pela Universidade de Brasília (UnB). Selvagem também era chamado de Vingador Júnior, já que o pai se chamava Vingador.
 
Selvagem era mantido em isolamento para evitar a reprodução. No dia 7 de março, ele passou por uma cirurgia para retirada de catarata luxada, com intuito de evitar glaucoma e possível cegueira. O procedimento foi feito por uma especialista em oftalmologia da UnB. O animal também já havia sido castrado para tentar aproximá-lo das irmãs sem risco de cruzamento consanguíneo, isto é, entre familiares. Não há provas de que quaisquer dos procedimentos tenham ligação com a morte.
 
Segundo o órgão, o waterbuck é originário das savanas e pântanos da África subsaariana e é amplamente manejado e criado por zoológicos de todo o mundo. Em Brasília, restam ainda três fêmeas, todas irmãs nascidas aqui. Em nota, o Zoo destacou a importância das intervenções médicas feitas nos animais ao longo do ano, com o intuito de manter a saúde, qualidade de vida e bem-estar dos bichos. “A equipe técnica, constituída por médicos veterinários, biólogos, zootecnistas e tratadores, mantém um monitoramento e um acompanhamento constante  dos animais para identificar qualquer problema de saúde apresentado”, diz o texto.

Morte de Babu
 
No ano passado, a morte do elefante Babu chocou, quando suspeitas de envenenamento foram levantadas. No entanto, mais de um ano depois, o laudo pericial mostrou que o óbito foi consequência de uma hepatite (inflamação do fígado). O elefante do Zoológico de Brasília tinha apenas 25 anos (animais como ele podem viver mais de 60 anos).
 
Os primeiros exames feitos no corpo de Babu, encontrado morto em 7 de janeiro de 2018, apontaram indícios de intoxicação por agentes externos: chumbo, arsênio, mercúrio e elementos cumarínicos (composto químico tóxico ao animal). De acordo com o Zoológico, eles são atípicos à rotina do local e, por isso, a instituição não descartaria ação criminosa.
 
O laudo demonstrou que o comprometimento no fígado do elefante devido a inflamação e alteração do funcionamento provocou “dor visceral e prostração”. O documento ainda reforçou que “o quadro em geral de convalescência, caracterizado por uma hepatite neutrofílica, causou um comprometimento sistêmico, levando o animal ao óbito”.

Animais em recuperação
 
No Zoológico, animais vítimas de maus tratos em circos, são acompanhados de perto. É o caso do elefante Chocolate, do rinoceronte Thor, e da hipopótamo Iuly. Mesmo depois de terem sido resgatados em uma apreensão realizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em agosto de 2008, as experiências vividas por trás das lonas não foram apagadas com o tempo. Marcas físicas e comportamentais ainda fazem parte do dia a dia desses animais.
 
O Correio contou a história dos três animais. Na mesma apreensão que resgatou Chocolate, Iully e Thor, mais 17 animais foram encontrados pelo Ibama, entre eles uma zebra, dois chimpanzés e um babuíno. Todos foram destinados a zoológicos brasileiros.

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