Publicidade

Correio Braziliense

Corpo de universitária é encontrado no Lago Paranoá; suspeito é preso

Ela era moradora do Paranoá e, segundo amigos, era estudante universitária. A polícia prendeu um suspeito, também de 19 anos e morador da Asa Norte, e aguarda resultado da perícia para ter certeza da causa da morte


postado em 01/04/2019 17:23 / atualizado em 02/04/2019 20:38

Bombeiros resgataram o corpo na tarde desta segunda-feira (foto: CBMDF/Divulgação)
Bombeiros resgataram o corpo na tarde desta segunda-feira (foto: CBMDF/Divulgação)
 
O corpo de uma universitária de 19 anos foi encontrado no Lago Paranoá na tarde desta segunda-feira (1º/4). Natália Ribeiro dos Santos Costa estava desaparecida desde as 18h de domingo (31/3), quando participou de uma festa às margens do Lago. Amigos espalharam pelas redes sociais mensagens pedindo que quem tivesse informações sobre a jovem entrasse em contato. Ela morava no Paranoá e, segundo amigos, era estudante universitária.
 
Ainda não se sabe o motivo da morte. Amigos da jovem disseram inicialmente que ela não sabia nadar, mas a mãe informou depois que ela sabia. A polícia não descarta a hipótese de assassinato. Apenas o laudo da necrópsia, feito pelo Instituto de Medicina Legal (IML), poderá indicar a causa do óbito, em um prazo de 30 dias. A Polícia Civil, no entanto, deteve um suspeito - última pessoa a ser vista com Natália antes do desaparecimento - e o ouviu em depoimento na tarde desta segunda-feira (1º/4). Ele é morador da Asa Norte, também tem 19 anos e foi liberado ainda nesta noite.
 
Ver galeria . 11 Fotos Arquivo pessoal
(foto: Arquivo pessoal )
 
De acordo com os investigadores, o homem está com uma marca de mordida no braço, o que reforçou a tese de homicídio. Ele se apresentou na 6ª DP (Paranoá), onde a família havia registrado a ocorrência de desaparecimento. Lá, afirmou ter namorada e negou envolvimento com a vítima. O rapaz e a família dele não quiseram dar declarações à imprensa. 
 
Consta no primeiro depoimento do rapaz que Natália se aproximou dele em determinado momento durante a festa de domingo e perguntou se estava tudo bem, e os dois caminharam até um parquinho infantil, a cerca de 30m de onde o restante do grupo estava.
 
Segundo o suspeito, a universitária o elogiou e ele disse ter namorada. Alegou ainda que ela perguntou o que a companheira dele acharia da aproximação e deu uma mordida no braço dele, na altura do antebraço. O jovem afirmou ter ficado surpreso e perguntou o motivo da mordida. “Para causar ciúmes”, respondeu a garota, de acordo com ele.
 
Ainda segundo o depoimento dele, Natália o convidou para ir até as margens do lago, mas ele se recusou e a perdeu de vista. Depois, chegou a ir até o espelho d'água, mas não a viu mais. O jovem relatou que as amigas da menina acionaram um segurança para ajudar a procurá-la e ele foi embora em um carro de aplicativo com a namorada e outros amigos. 
 
Em vídeo gravado por câmeras de segurança do Grupamento dos Fuzileiros Navais, no entanto, os dois aparecem dentro do lago e ele sai de lá antes dela.
 
Da DP no Paranoá, o suspeito foi encaminhado à 5ª Delegacia de Polícia (Área Central), que assumiu a investigação depois de o corpo ser encontrado. O delegado responsável pelo caso não havia se pronunciado até a última atualização desta reportagem.
 

Em choque 
 

Duas embarcações com 10 bombeiros se deslocaram até o Lago Paranoá para fazer o resgate do corpo. Os militares receberam o chamado de uma pessoa, que avistou o corpo boiando próximo ao Clube Almirante Alexandrino e à Capitania Fluvial de Brasília, por volta das 14h30.
 
Amigos da universitária ficaram em choque com a notícia da morte. Uma amiga que pediu para não ter o nome divulgado disse que estava com ela na mesma festa. “Eu não vi direito. A única coisa que lembro foi ela se distanciando um pouco para ficar com o menino. Depois, eu não a vi mais. Achamos estranho, porque ela sempre avisava onde e com quem iria e nunca deixava de dar notícias”, relata a amiga. 

Thales Caldeira, 27 anos, motorista de aplicativo, conheceu a jovem durante uma das corridas e tornou-se amigo dela. “A Natalia era muito tranquila, saímos juntos na sexta-feira (29/3) e o próximo encontro estava marcado para domingo (7/4). Estou chocado com a notícia”, ressalta.  
 
Nas redes sociais, várias pessoas prestaram homenagem a Natalia, que usava o apelido Natally. Ela também atuava como modelo e tinha mais de 45 mil seguidores no Instagram. 
 
A colega da estudante de letras Marianna dos Santos, 19, relembra que Natalia era uma menina sorridente e amorosa com a família e as amigas. “Ela transmitia felicidade, era cheia de luz. Eu a conheci pelo Instagram, pois a achava muito fotogênica. Interagíamos pelas redes sociais”, conta.  

Outro caso

Em 15 de fevereiro, bombeiros resgataram o corpo de uma mulher no Lago Paranoá. A vítima foi identificada como Adriana de Mendonça Silva, 35 anos. O cadáver estava na prainha do Lago Norte – também conhecida como Piscinão. A Polícia Civil também ficou responsável pela investigação do caso e determinar como Adriana morreu.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade