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Correio Braziliense

Comparsa do 'Vampiro do Itapoã' é preso em casa por assassinato de vizinho

O homem de 18 anos nega o envolvimento no crime e também indica o único adolescente do quarteto suspeito de participar do assassinato como culpado


postado em 16/05/2019 17:50 / atualizado em 16/05/2019 19:09

Barra de ferro utilizada no crime (foto: PCDF/Divulgação)
Barra de ferro utilizada no crime (foto: PCDF/Divulgação)
Agentes da 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá) prenderam um dos comparsas do "Vampiro do Itapoã". O jovem de 18 anos foi detido na tarde desta quinta-feira (16/5) por suposto envolvimento no assassinato de Heraldo José de Carvalho, 43, no domingo (12). Estão foragidos o adolescente e um homem apontados como participantes do crime. O acusado de ser o mandante do homicídio, um homem de 24 anos, conhecido como "Pivetão" foi preso na noite de quarta-feira (15). 
 
Segundo a delegada Jane Klebia, chefe da 6ª DP, os investigadores chegaram até o paradeiro do segundo envolvido por meio de denúncias anônimas. Ele já havia sido levado à delegacia para prestar esclarecimentos do caso na terça-feira (14), mas, como não havia mandado de prisão, acabou liberado. 
 
"Ele achou que, por ter ido à delegacia e, depois, liberado, não seria preso. Então, o encontramos em casa mesmo, no Itapoã. Ele continua com a versão também contada por Pivetão, de que apenas o adolescente teria cometido o crime. No entanto, a história dele tem furos e a nossa investigação indica a participação dos quatro suspeitos", afirma. 
 
O jovem se contradiz nos dois depoimentos prestados aos agentes da 6ª DP. "Primeiro, ele disse que não viu o assassinato e que não estava lá. Contudo, depois, já mudou a versão e alega ter visto o menor (de 18 anos) ter cometido o crime. Isso é comum em depoimentos mentirosos. A pessoa esquece o diz", analisa Jane Klebia. 
 
Agora, agentes buscam uma arma de fogo do "Vampiro do Itapoã". Conforme depoimento de testemunhas, o homem utilizou o artefato para ameaças quem não auxiliou no assassinato. Ele e o comparsa estão presos temporariamente, por 30 dias. Durante o período, a delegada pedirá a conversão da prisão para preventiva, para que eles aguardem o julgamento na cadeia. 

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