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Correio Braziliense

Arara-canindé Tereza é encontrada e volta à Chapada Imperial

Tereza estava com as penas cortadas. Ela tinha sido vista a última vez em 5 de maio da reserva ecológica, no estacionamento onde ficam as outras araras


postado em 20/05/2019 10:26 / atualizado em 20/05/2019 10:26

Assim que retornou, Tereza passou o dia na Chapada Imperial recebendo o carinho de todos os funcionários(foto: Divulgação/Chapada Imperial)
Assim que retornou, Tereza passou o dia na Chapada Imperial recebendo o carinho de todos os funcionários (foto: Divulgação/Chapada Imperial)
Após 14 dias de buscas, a arara-canindé Tereza finalmente foi encontrada. Ela estava desaparecida desde 5 de maio da Chapada Imperial, em Brazlândia, onde vivia há aproximadamente dois anos. Segundo a sócia-proprietária da reserva, Marta Imperial, na manhã de domingo (19/5), ela e os funcionários foram ao encontro da ave que tinha sido deixada na chácara vizinha, mas Tereza estava com as penas cortadas

Assim que soube, o grupo se deslocou ao endereço para conferir. “A gente começou a gritar o nome dela, mas não tivemos sinais. Quando  quase desistimos, ela fez um barulho e veio pelas árvores. Ainda consegui pegar a câmera com esperança e filmar o retorno dela. Foi um momento de muita alegria e emoção para todos nós”, disse Marta.
 
 
A sócia-proprietária contou que a ave voltou para a Chapada Imperial mais magra e com as penas das asas cortadas. Segundo os funcionários da reserva, Tereza estava bastante estressada, mas já voltou a se ambientar ao local de convívio. “Ela passou o dia na fazenda com a gente, fizemos fotos com ela. Até ela voltar a se acostumar deve demorar um pouquinho. O corte das penas vai atrasar um pouco mais o vôo dela, mas com o tempo ela consegue”, afirmou Marta.

Tereza é conhecida e querida por quem frequenta a Chapada Imperial. Ela chegou lá por meio do projeto Bicho Livre, uma iniciativa do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) de reintrodução de animais silvestres na natureza.
 
“Ela chegou aqui há cerca de dois anos para reaprender a voar. Em seis anos, cerca de seis 1 mil animais foram reintroduzidos na reserva ecológica. Só de araras-canindés são quase 3 mil. É muito se pensarmos que elas vieram do tráfico. Estamos muito felizes com a volta de Tereza. Apesar do crime cometido contra ela (de corte de penas), estamos alegres”, ressaltou Marta. 

Procura 
 
Na última semana, os donos da Chapada Imperial receberam diversas ligações com informações de onde Tereza poderia estar. Na quinta-feira (16/5), a mobilização aumentou com a publicação de um vídeo em que um animal aparentando ser da mesma espécie da ave pousa em ciclistas.
 
Nas postagens, internautas chegaram a levantar a hipótese de que as imagens haviam sido feitas no Lago Oeste, o que reforçou a possibilidade de se tratar de Tereza. No entanto, o mesmo vídeo foi postado há dois meses em outra rede social, indicando que o local da filmagem seria Mato Grosso.  

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