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Correio Braziliense

Escola em Ceilândia registra 15 casos de dengue entre alunos e professores

Os casos foram registrados em apenas uma semana. Vigilância Ambiental esteve na unidade de ensino na tarde desta quinta-feira (23/5)


postado em 23/05/2019 17:55 / atualizado em 23/05/2019 19:45

(foto: John Eisele/Colorado State University/Divulgação)
(foto: John Eisele/Colorado State University/Divulgação)
A escola Fundação Bradesco, em Ceilândia, registrou 15 casos de dengue em uma semana. Entre os pacientes, há professores e alunos. Nesta quinta-feira (23/5) a Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde fez uma visita a unidade de ensino. Segundo a diretora, Rosimar Mendes Lima, as equipes descartaram foco do mosquito Aedes aegypti.

A professora explicou que os casos começaram a surgir na quinta-feira da semana passada, mas ponderou que não há como afirmar que os pacientes tenham sido contaminados na escola. "Nossa preocupação é com as imediações, porque Ceilândia como um todo está tendo esse problema", destacou.

No entanto, para a diretora, a visita da Vigilância Sanitária levou segurança à escola. "Tivemos uma garantia maior do trabalho com cuidado que fazemos. Não temos nenhum foco de dengue na escola e nenhum tipo de problema", alegou.

A Secretaria de Saúde confirmou que foi notificada e acompanha a situação. "A Vigilância Epidemiológica da Região Oeste foi notificada do caso e acionou o Núcleo de Vigilância Ambiental para que proceda visita a escola para desenvolver ações de manejo ambiental e controle vetorial", informou.

Epidemia de dengue

O Distrito Federal vive uma epidemia de dengue desde o início do ano, com 16 mortes até 11 de maio.  O último boletim epidemiológico da pasta apontou a existência de 19.812 casos notificados, sendo 97,1% de moradores do Distrito Federal. Desse total, 17.304 são considerados como prováveis. No mesmo período do ano passado, o número de notificações ficou em 3.449 (474,4% a menos), com 2.135 casos prováveis.
 
Para a Secretaria de Saúde, a diferença se deve a uma predominância de infecções provocadas pelo Tipo 2 do vírus causador da dengue. Em anos anteriores, a contaminação pelo vírus Tipo 1, considerado menos agressivo, era mais frequente.

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