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Correio Braziliense

Justiça proíbe paralisação dos rodoviários e metroviários nesta sexta

Decisões contra a adesão das categorias na greve geral de sexta-feira foram tomadas pelo TRT-10 e TJDFT


postado em 13/06/2019 18:36 / atualizado em 13/06/2019 20:10

(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
Duas decisões da Justiça do Distrito Federal consideraram ilegais as paralisações dos rodoviários e dos metroviários nesta sexta-feira (14/6), dia em que uma greve geral contra a reforma da Previdência foi marcada em todo o país. 

Na primeira decisão, do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10), a desembargadora Maria Regina Machado Guimarães deferiu um pedido das empresas de ônibus e proibiu a paralisação dos rodoviários. Caso a categoria insista no movimento pode ser submetida a uma multa de até R$ 100 mil.

A liminar do TRT10 foi ajuizada pelas empresas Piracicabana, Marechal, Pioneira e São José. Na decisão, a desembargadora lembra que o serviço de ônibus é “peça exordial” para a sociedade, que não pode passar por uma paralisação de cunho “político”. A manutenção  do serviço terá de ser de 100%, de acordo com decisão.


O Correio procurou a Central Única dos Trabalhadores (CUT-DF), que informou ser do Sindicato dos Rodoviários a decisão de manter ou não a paralisação. Até a ultima atualização deste texto, a reportagem não havia conseguido entrar em contato com o sindicato.
 
As empresas de ônibus também foram procuradas. Por meio da assessoria de imprensa, uma das representantes da São José e da Marechal informou também que as empresas não tinham sido informadas sobre a paralisação, o que seria ilegal. 
 

Metroviários 

Em outra decisão, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) também lançou uma decisão interlocutória contra as greves, abrangendo, além dos rodoviários, os metroviários. Nesse caso, foi estabelecida multa de até R$ 250 mil caso 40% da frota não esteja funcionando normalmente.
 
O documento é assinado pela juíza Acácia Regina Soares de Sã. O Correio também tentou falar com o Sindicato dos Metroviários do DF, mas não conseguiu contato.

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