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Correio Braziliense

PM denunciado por assassinato de jovem no Itapoã se entrega à polícia

Sargento se entregou na 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá) horas depois de Ministério Público apresentar denúncia contra ele


postado em 27/07/2019 00:03 / atualizado em 27/07/2019 00:03

Ithallo Matias Gomes tinha 20 anos quando foi assassinado por engano em um bar(foto: Facebook/Reprodução - 28/6/2019)
Ithallo Matias Gomes tinha 20 anos quando foi assassinado por engano em um bar (foto: Facebook/Reprodução - 28/6/2019)
O policial militar Carlos Eduardo Lopes Vidal — denunciado por um homicídio consumado e um tentado, além de falsa comunicação de crime — se entregou à polícia. Ele se apresentou na 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá) por volta das 20h e foi conduzido pela Corregedoria da Polícia Militar do DF para o presídio da corporação, onde ficará à disposição da Justiça.

A 6ª DP havia emitido um mandado de prisão contra o sargento horas depois da apresentação de o Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT) apresentar denúncia contra ele, nesta sexta-feira (26/7). Ainda cabe ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) aceitá-la ou não.

Carlos Eduardo é suspeito de assassinar Ithallo Matias Gomes, em 28 de junho. A vítima, de 20 anos, estava em um bar na Quadra 47 do Itapoã quando foi atingida por um tiro disparado contra outra pessoa. O alvo do PM era um homem que dançava com uma mulher. Segundo as investigações, o sargento mantinha um relacionamento extraconjugal com ela.

O denunciado havia entrado no bar com um grupo de amigos sem passar por revista. Após uma discussão entre ele e a moça, o homem que seria o alvo tentou intervir. No entanto, como resposta, o policial feriu Ithallo, que não estava envolvido na confusão. Em seguida, o militar e os colegas começaram a agredir a vítima da tentativa de homicídio e não prestaram socorro ao jovem. Carlos Eduardo fugiu do local e, algum tempo depois, procurou a 6ª DP alegando ter sido vítima de um assalto, fato que teria motivado os disparos.

Caso a denúncia seja aceita, o militar responderá por homicídio tentado duplamente qualificado, por motivo torpe e perigo comum. Em relação à vítima que faleceu, o policial será processado por homicídio consumado com dolo eventual e duplamente qualificado, por gerar perigo comum e pelo uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Além disso, ele deve responder pela prática de falsa comunicação de crime. A reportagem não conseguiu telefone de contato da defesa do denunciado.

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