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Correio Braziliense

Caso de mulher achada na L4 é investigado como tentativa de feminicídio

A vítima está em estado grave e passa por cirurgia no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF)


postado em 15/08/2019 13:32 / atualizado em 15/08/2019 17:08

A vítima foi encontrada ferida e seminua em um matagal próximo à estação de estudo de biologia da Universidade de Brasília (UnB)(foto: CBMDF/Divulgação)
A vítima foi encontrada ferida e seminua em um matagal próximo à estação de estudo de biologia da Universidade de Brasília (UnB) (foto: CBMDF/Divulgação)

Agentes da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte) investigam agressões contra uma mulher de 41 anos como tentativa de feminicídio e estupro. A vítima foi encontrada ferida e seminua em um matagal próximo à estação de estudo de biologia da Universidade de Brasília (UnB), na L4 Norte, por volta das 8h30 desta quinta-feira (15/8).  

De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, a mulher estava com ferimentos na face e hemorragia. Ela foi encaminhada ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). Segundo a Polícia Civil, os médicos constataram que a vítima está em estado crítico, com lacerações no rosto, edema nos olhos, alucinações e trauma no crânio.  Os investigadores também informaram que a vítima passa por cirurgia e que os agentes estão na rua para tentar identificar algum suspeito. 

O lugar onde a vítima estava é um ponto em que pessoas em situação de rua ficam e trabalham, principalmente como catadores de materiais recicláveis. Ela estava deitada em um colchão, que ficou ensanguentado por causa dos ferimentos dela, quando um homem a encontrou.  

Ao Correio, a testemunha disse que a mulher sangrava muito e não conseguia andar. “Ela estava engatinhando, gemendo e pedindo por ajuda. Cheguei cedo para pegar meus materiais de trabalho, que ficam guardados aqui (no matagal). Quando a vi, chamei a polícia”, contou o homem, que preferiu não se identificar.  

Próximo ao colchão em que a mulher estava, havia um cano, também coberto de sangue, que teria sido usado para agredi-la. Roupas dela também estavam espalhadas pela cena do crime. A reportagem não divulgará o nome da vítima para preservá-la.  

Elas no alvo 

Na semana passada, quando a Lei Maria da Penha completou 13 anos, o Correio publicou série de reportagens que mostra impacto da violência doméstica na vida de meninas, de mulheres e de senhoras, além da repercussão dessa barbárie silenciosa em toda a sociedade. Cada injúria, xingamento, ameaça, coação, tapa, estupro ou feminicídio é um retrocesso civilizatório a ser combatido.  

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