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Correio Braziliense

Mais 3 escolas aderem à gestão compartilhada com a PM; 2 rejeitam projeto

Votação ocorreu no sábado. Processo de uma das escolas cujo resultado foi negativo, o Gisno, na Asa Norte, ainda está sob análise


postado em 18/08/2019 12:17 / atualizado em 18/08/2019 15:43

CED 308 do Recanto das Emas, uma das quatro primeiras escolas com gestão compartilhada no DF(foto: Augusto Fernandes/Esp.CB/D.A.Press - 12/2/2019)
CED 308 do Recanto das Emas, uma das quatro primeiras escolas com gestão compartilhada no DF (foto: Augusto Fernandes/Esp.CB/D.A.Press - 12/2/2019)
Cinco escolas votaram, no sábado (17/8), a proposta de gestão compartilhada entre as Secretarias de Educação e de Segurança Pública. A chamada militarização, por incluir policiais militares na gestão dos colégios, foi aprovada pela comunidade de três  das instituições de ensino. Em duas, a maioria do votos foi contrária à proposta. 

Segundo a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEDF), as instituições que aderiram à nova forma de gestão foram o Centro de Ensino 1 do Itapoã (CED 1), o Centro de Ensino Fundamental 19 de Taguatinga (CEF 19) e o Centro de Ensino Fundamental 1 do Núcleo Bandeirante (CEF 1).

As consultas públicas indicaram que a militarização foi aprovada com 67% dos votos no CED 1, 70% no CEF 19 e quase 56% no CEF 1. No sábado anterior (10/8), outra escola — o Centro Educacional Condomínio Estância III, em Planaltina — foi consultado e aderiu à gestão compartilhada. Considerando as quatro primeiras escolas incluídas, o oito escolas disseram sim à iniciativa. A intenção do governo é que, a cada ano, 10 novos colégios sejam incluídos no projeto.

Voto contrário

No Centro de Ensino de Samambaia, o resultado foi diferente, com 58,49% dos professores, pais e alunos acima dos 13 anos rejeitando a proposta. Resultado semelhante ocorreu no Centro de Ensino Gisno, na Asa Norte, com 57% dos votos contrários à mudança de modelo.

A votação no Gisno, porém, ainda precisa ser validada. Ela depende da análise do quórum de votantes. Para a decisão ser válida, é necessário que pelo menos 10% da comunidade escolar tenha participado da consulta.

Neste domingo (18/8), porém, o governador Ibaneis Rocha afirmou que vai levar o modelo também aos dois colégios onde o resultado foi desfavorável. Segundo Ibaneis, estudos mostram a necessidade do modelo e a votação tem caráter apenas consultivo.

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