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Correio Braziliense

Aluno é esfaqueado na porta do CEF 407 de Samambaia, nesta segunda

Segundo informações dos servidores da escola, o crime aconteceu na saída dos alunos, por volta das 12h. Três homens aguardavam o estudante do lado de fora. A escola disse não a militarização no fim de semana


postado em 19/08/2019 14:34 / atualizado em 19/08/2019 18:06

Estudante foi esfaqueado na porta do CEF 407 de Samambaia, na frente do pai(foto: Fernando Lopes/CB/D.A Press.)
Estudante foi esfaqueado na porta do CEF 407 de Samambaia, na frente do pai (foto: Fernando Lopes/CB/D.A Press.)
Um aluno de 15 anos do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 407 de Samambaia Norte, foi esfaqueado na porta da escola, no início da tarde desta segunda-feira (19/8). Segundo informações de funcionários que organizavam a saída dos alunos do turno matutino, por volta das 12h, três homens aguardavam a vítima sair na porta da instituição. A escola é uma das que, no sábado, fez uma consulta à comunidade de resultado contrário à militarização.

Alunos que estavam na frente da escola relataram que o pai da vítima esperava por ele. Quando viu o ataque ao filho, o homem o levou ao hospital. "O pai dele ficou desesperado. E pegou ele na hora. Pelo que vimos foi um corte na barriga. Não sabemos se foi grave ou não, mas estamos torcendo para que ele esteja bem", afirmou a funcionária que pediu para ter o nome preservado.
 
Funcionários com quem a reportagem conversou disseram ter estranhado a presença dos rapazes que atacaram o aluno. "Quando o menino saiu, eles já foram direto em cima dele. Foi uma cena assustadora. Aqui, sempre tem alguma ocorrência de violência, mas hoje foi na presença de vários outros alunos", disse a servidora que não quis se identificar.
 
O diretor do CEF 407, Rodrigo Soares, afirmou que o aluno foi levado para um hospital particular de Taguatinga e deve passar por cirurgia para que seja avaliado a gravidade dos danos da perfuração. À Polícia Civil, o pai do adolescente disse que um cordão de prata foi roubado durante a ação do trio. A 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia Norte) investiga o caso.    
 
Segundo o delegado de plantão da 26ªDP, Reginaldo Alves, o crime teria sido motivado por ciúmes. "O autor soube que o adolescente abraçou a namorada dele durante o intervalo e foi tirar satisfação na hora da saída", contou.

A polícia espera o adolescente receber alta do hospital para ouvi-lo e, posteriormente, interrogar as testemunhas que presenciaram a ação do trio. "Talvez a gente tenha que ouvir a namorada do autor também para chegar até ele. Ainda não temos o nome, nem a idade. Estamos no início da investigação. Muita coisa ainda precisa de resposta", afirmou o delegado de plantão.

Militarização  

No começo da manhã desta segunda-feira (19/8), pais e alunos protestaram, em frente a escola, pedindo a militarização da unidade de ensino. O movimento aconteceu um dia após a comunidade escolar dizer não a gestão compartilhada com a Polícia Militar.

Na votação de sábado, o resultado foi contrário à medida, com 58,49% dos votantes dizendo não à medida. No entanto, uma análise mais apurada dos dados mostra que 77,55% dos profissionais negaram o modelo, mas, entre pais e estudantes, 60,32% disseram “sim” à militarização. A outra escola onde houve resultado contrário à gestão compartilhada foi o Gisno, na Asa Norte, onde também houve manifestação nesta segunda, mas contra a adoção do modelo.
 
"A gente é a favor por causa de situações como essas que aconteceu aqui hoje. Olha o perigo que nossos filhos estão correndo. Se a polícia estiver aqui constantemente pode ser que o cenário mude. Nós estivemos cedo aqui para lutar pela segurança deles, dentro e fora da escola", disse a dona de casa Gabriela Brito, 30, que participou do protesto em frente à escola de Samambaia.

O governador Ibaneis Rocha disse que pretende militarizar as duas escolas, independentemente do resultado das votações. A decisão provocou críticas por parte do Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF) e deputados distritais.

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