Publicidade

Correio Braziliense

Homem que jogou mulher da janela na 415 Sul é condenado a 25 anos

Jonas Zandoná cumprirá pena em regime fechado e a defesa dele não poderá recorrer da decisão


postado em 22/08/2019 16:47 / atualizado em 22/08/2019 18:16

Prédio da SQS 415, onde ocorreu o crime(foto: Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
Prédio da SQS 415, onde ocorreu o crime (foto: Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
Jonas Zandoná, 45 anos, foi condenado a 25 anos de prisão pelo feminicídio de Carla Grazielle Rodrigues Zandoná, 37 anos, nesta quinta-feira (22/8). Ele foi considerado culpado de jogar a mulher, com quem era casado, do terceiro andar de um prédio da 415 Sul, em 6 de agosto do ano passado. O condenado cumprirá pena em regime fechado, e a defesa não poderá recorrer da decisão.

 

Carla foi morta em 6 de agosto do ano passado, aos 37 anos(foto: Arquivo pessoal)
Carla foi morta em 6 de agosto do ano passado, aos 37 anos (foto: Arquivo pessoal)
Zandoná, que estava preso desde o crime, foi julgado pelo Tribunal do Júri de Brasília. Um corpo de sete jurados, sorteados poucos minutos antes do início do julgamento, decidiu, por maioria, pela condenação do réu com todas as qualificadoras (além de concordar que o crime teve relação com o gênero da vítima, o júri considerou que ele agiu por motivo torpe e sem dar chance de defesaa Carla).

Os depoimentos das testemunhas de acusação foram importantes para a sentença. "Conforme relatos (no Tribunal do Júri de Brasília), antes do crime, a vítima e o réu tiveram uma intensa briga. Isso demonstra que a atitude do acusado foi tomada em grande ódio", disse o juiz na deliberação. "Também ficou constatado que o réu humilhava constantemente a vítima, demonstrando grande sadismo. Ainda, a atitude dele atinge a todos os familiares da vítima, sobretudo o filho do casal, que sofre psicologicamente com o feminicídio da mãe", completou o magistrado.

Relembre o caso 

O caso aconteceu na noite de 6 de agosto do ano passado. Uma testemunha, que passava pelo local, viu a queda de Graziele e interfonou no apartamento, perguntando se a mulher havia caído, mas Jonas desligou o aparelho e se trancou no imóvel. Ela foi levada ainda com vida ao Hospital de Base, mas não resistiu aos ferimentos. 

 

Quando a Policia Militar chegou ao local do crime, o condenado estava tracando no apartamento e não tinha descido para prestar socorro a vítima. Ele apresentava sinais de embriaguez e foi preso em flagrante.

 

Carla Graziele já havia denunciado duas vezes Zandoná, que chegou a ser preso com base na Lei Maria da Penha e ter uma ordem protetiva expedida contra ele. Testemunhas informaram que as brigas entre os dois eram frequentes, com agressões físicas, injúrias e ameaças recíprocas.

Outro julgamento

 

O Tribunal do Júri do DF julga um segundo caso de feminicídio esta quinta-feira. Stefanno Jesus Souza de Amorim, 22, é acusado de matar com cinco facadas a servidora do Ministério dos Direitos Humanos Janaína Romão Lucio, 30 anos. Após o crime, ele ficou foragido por três dias, mas foi capturado após uma denúncia anônima e confessou o crime. 


 

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade