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Correio Braziliense

Polícia descarta participação de Marinésio em caso de estupro, diz defesa

De acordo com o defensor, a análise do DNA do cozinheiro não foi compatível com o material genético coletado na vítima


postado em 11/09/2019 14:10 / atualizado em 11/09/2019 14:38

Marinésio dos Santos Olinto é assassino confesso da advogada, Letícia Curado, 26, e da auxiliar de cozinha Genir Sousa, 47(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Marinésio dos Santos Olinto é assassino confesso da advogada, Letícia Curado, 26, e da auxiliar de cozinha Genir Sousa, 47 (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

A Polícia Civil do Distrito Federal teria descartado a participação do cozinheiro Marinésio dos Santos Olinto, 41 anos, em um caso de estupro. A informação foi confirmada ao Correio pelo advogado do investigado, Marcos Venício. De acordo com o defensor, os agentes teriam comparado o DNA de Marinésio com o material genético encontrado na vítima e o resultado foi incompatível. Ele reforçou que o caso está registrado na 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá). 

A reportagem entrou em contato com a delegada-chefe da 6ª DP Jane Klébia, que apura denúncias contra Marinésio em sua área de atução. No entanto, ela disse que não daria entrevista por determinação do Departamento de Polícia Circunscricional (DPC). Desde 29 de agosto, o diretor do DPC, Jeferson Lisboa, determinou que os policiais estavam, temporariamente, proibidos de conceder entrevistas ou coletivas de imprensa sobre ocorrências envolvendo Marinésio.  

O cozinheiro é assassino confesso da advogada, Letícia Curado, 26, e da auxiliar de cozinha Genir Sousa, 47. Ele foi preso por investigadores da 31ª Delegacia de Polícia (Planaltina) em 24 de agosto, um dia após assassinar Letícia. Em 26 de agosto, ele revelou onde deixou o corpo da advogada e confessou ter matado Genir, em 2 de junho.  

Após a prisão de Marinésio, outras mulheres passaram a procurar delegacias para denunciá-lo. Além disso, ao menos três casos de vítimas desaparecidas foram reabertos. Segundo os investigadores, o padrão de agir do investigado indica que ele pode ter participado de outros crimes.   

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