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Correio Braziliense

Adasa usa inteligência artificial para gerir recursos hídricos no DF

Tecnologia da Microsoft permite medir nível dos reservatórios e projetar quando faltará água


postado em 12/09/2019 18:13 / atualizado em 13/09/2019 17:17

Reservatório do Descoberto, em Brazlândia: tecnologia permite medir nível dos reservatórios(foto: Tony Winston/Agência Brasília)
Reservatório do Descoberto, em Brazlândia: tecnologia permite medir nível dos reservatórios (foto: Tony Winston/Agência Brasília)
 
Nove meses depois de anunciar o fim da crise hídrica no DF — que levou os brasilienses a enfrentarem até um racionamento de água —, a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) informou que tem usado inteligência artificial para gerir os recursos hídricos da capital federal. A iniciativa tem como objetivo aprimorar e agilizar as reservas de água, por meio de sensores instalados nas principais bacias.
 
O sistema usado foi desenvolvido pela gigante tech norte-americana Microsoft. Sensores ligados à internet são conectados aos tanques de abastecimento e captam informações que são enviadas e processadas na nuvem. Tais dados permitem saber, por exemplo, qual o nível do reservatório e, assim, projetar quando faltará água. Os sensores foram instalados, entre outros, no Lago Paranoá, Lago Descoberto, Reservatório de Santa Maria.
 
Diretor da Adasa, Jorge Werneck diz que a agência tem um projeto de transformação digital, batizado de Adasa 4.0. A iniciativa reúne conjuntos tecnológicos para automatização de processos associado a Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês), com o intuito de comunicar com a sociedade, gerir os recursos hídricos e monitorar a capacidade dos reservatórios. Segundo o diretor, essa é a efetiva aplicação do conceito de Smart Cities (ou cidades inteligentes, em tradução livre).
 
O projeto teve início em 2017. Graças a ele, é possível acompanhar, em tempo real, no site da agência, os níveis dos reservatórios do DF, atualizados a cada 15 minutos. Werneck explica que, antes dessa tecnologia, era necessário enviar técnicos a campo a cada dois meses, o que provocava muita demora para a coleta e verificação dos dados. “[Hoje,] temos dados mais próximos e efetivos, com menor risco de erro”, afirmou.
 
O diretor ainda disse que o site tem até acessos internacionais. Até a última contagem, tinham sido registradas visitas de 99 países e uma média diária de 300 acessos. A plataforma, contudo, já teve um pico de 20 mil acessos em um dia.
 

Processamento na nuvem

O diretor de vendas para setor público da Microsoft Brasil, João Thiago de Oliveira Poço, exaltou o processamento de dados na nuvem. Para ele, tal tecnologia é a computação além da capacidade física. “É um meio de processar informação com muita capacidade de armazenamento e menos gastos. É mais viável economicamente”, afirmou.
 
*Estagiária sob supervisão de Fernando Jordão 

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