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Correio Braziliense

Bombeiros prestam homenagem a colega morto em acidente de trânsito

Alfredo Passos estava na corporação havia 26 anos, atuando em resgate aéreo e aquático. Ele morreu na última sexta-feira


postado em 15/09/2019 19:13 / atualizado em 15/09/2019 19:31



O Corpo de Bombeiros do Distrito Federal fez chover pétalas de rosas sobre o Lago Paranoá para homenagear o sargento Alfredo Passos, morto aos 45 anos em um acidente de trânsito na madrugada da última sexta-feira (13/9). A corporação convidou familiares, amigos e colegas de trabalho para a despedida, realizada neste domingo (15/9).
 
A cerimônia ocorreu no Grupamento de Busca e Salvamento, localizado à beira do lago, na Vila Planalto. O helicóptero sobrevoou a área, despejando as pétalas sobre o espelho d'água, enquanto, do barco de salvamento, um oficial acionou uma mangueira.
 
Alfredo Passos fundou o Clube de Aventuras Calangos do Planalto, dedicado ao esporte junto à natureza(foto: Arquivo Pessoal)
Alfredo Passos fundou o Clube de Aventuras Calangos do Planalto, dedicado ao esporte junto à natureza (foto: Arquivo Pessoal)
O sargento ingressou na corporação em 1993 e era conhecido pelas diversas especializações em salvamento aéreo, mergulho de resgate e técnicas de montanhismo, focado no resgate de vítimas em locais de difícil acesso. Todo o conhecimento, no entanto, não ficou só para ele. Em 1998, decidiu compartilhar o que sabia, fundando o Clube de Aventuras Calangos do Planalto.
 

Esporte de aventura

O jornalista Bruno Damásio, 39 anos, amigo de Alfredo e membro do grupo, lembra dele como um dos pioneiros no Distrito Federal do esporte de aventura. "Ele não gostava de falar 'esporte radical'. Era de aventura. Antes dele, não se falava muito em rapel, ou visitação de cavernas e cachoeiras com segurança. Ele deu destaque para essa prática segura e ambientalmente correta." 

Os Calangos do Planalto também se despediram do fundador, recitando o poema “Ai! Se sêsse”, do paraibano Zé da Luz. A escolha foi a dedo, inspirada pela paixão de Alfredo pelo Nordeste. "Ele sempre gostou de ser lembrado como pernambucano. Era do Recife e tinha muito orgulho disso", lembra Bruno.
 
Após as homenagens, o caixão com o corpo de Alfredo foi levado em cortejo em um caminhão do Corpo de Bombeiros até o cemitério de Valparaíso, onde foi cremado. Alfredo deixa três filhos.

Em nota oficial, os bombeiros lamentaram. “O Sargento Alfredo deixa um legado de profissionalismo e ótimas lembranças a todos os seus amigos e familiares.”

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