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Correio Braziliense

Marinésio será denunciado por homicídio quintuplamente qualificado

A denúncia foi entregue pelo Ministério Público na noite de terça-feira (17/9). O cozinheiro também irá responder por ocultação de cadáver, tentativa de estupro e furto


postado em 18/09/2019 16:26 / atualizado em 18/09/2019 16:33

Marinésio dos Santos Olinto Ele responderá por homicídio quintuplamente qualificado, ocultação de cadáver, tentativa de estupro e furto no caso Letícia(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Marinésio dos Santos Olinto Ele responderá por homicídio quintuplamente qualificado, ocultação de cadáver, tentativa de estupro e furto no caso Letícia (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) denunciou Marinésio dos Santos Olinto, 41 anos, pelo assassinato de Letícia Curado, 26. Ele responderá por homicídio quintuplamente qualificado, ocultação de cadáver, tentativa de estupro e furto. 

Conforme o promotor Otávio Binato Júnior, de Planaltina, as qualificadoras do homicídio serão: feminicídio, uma vez que Letícia foi morta por condição de gênero; motivo torpe, já que o assassinato ocorreu porque a advogada se negou a manter relações sexuais com o cozinheiro; pela forma cruel do assassinato, que foi por esganadura; asseguração da impunidade do crime, pois Marinésio matou a vítima para impedir que fosse descoberto pela tentativa de estupro; e, por último, dissimulação, porque o acusado se passou por motorista de transporte pirata.

"Ficou comprovado, pelo depoimento de Marinésio, que Letícia morreu porque não quis ceder as investidas sexuais dele. A ação mostra um caráter violento do autor, que ficou evidente no caso de Genir Sousa (47). Portanto, trata-se de uma pessoa de caráter violento, que não pode ficar em convívio social", assegura o promotor Otávio Binato. 

Além do envio da denúncia ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), o Ministério Público também pediu a prisão preventiva de Marinésio — sem prazo para acabar. O cozinheiro estava detido temporariamente desde 24 de agosto, um dia após o homicídio de Letícia.

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