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Correio Braziliense

Idosa morre em frente a mercado e corpo só é recolhido três horas depois

O caso correu na entrequadra da 304/305 Sul. Testemunhas relatam que ela teria sofrido um infarto no momento em que saía do estabelecimento.


postado em 14/10/2019 21:57 / atualizado em 15/10/2019 12:04

Idosa saía de supermercado na companhia de outra mulher quando caiu morta(foto: Reprodução/Google Maps)
Idosa saía de supermercado na companhia de outra mulher quando caiu morta (foto: Reprodução/Google Maps)
Uma mulher de aproximadamente 75 anos morreu em frente a um supermercardo na 304/305 Sul, na tarde desta segunda-feira (14/10). Testemunhas afirmam que ela estava acompanhada de outra mulher que aparentava ter a mesma idade, e teria sofrido um infarto.

 

Vizinhos contam que o corpo só teria sido retirado do local quase três horas após a morte. Uma moradora da quadra que não quis se identificar diz que a mulher caiu por volta das 15h, mas as autoridades só teriam começado a isolar o local às 17h45. “Para mim, essa situação é extremamente desumana. É um absurdo que o corpo dessa senhora fique jogado por quase três horas e ninguém faça nada”, critica a moradora.

 

Em nota, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) afirma que a corporação só foi notificada a respeito do ocorrido às 17h12. A equipe registrou ocorrência e a 1ª DP (Asa Sul) apura o caso. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) esteve no local e constatou o óbito. As causas da morte ainda não foram esclarecidas.

 

Uma equipe do Núcleo de Serviço de Verificação de Óbitos (NSVO) foi solicitada e removeu o corpo da vítima do local. O serviço é realizado pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal e ativado em caso de óbitos, por morte natural, ocorridos em vias públicas ou domicílios da capital. Em casos similares, a PCDF deve ser comunicada pelo telefone 197, que fará contato com o NSVO para recolhimento do corpo.

 

Em nota oficial, a Secretaria de Segurança Pública informou que "o SVO foi acionado às 17h50" e, assim que recebeu o chamado, "a equipe se deslocou da Ceilândia até a Asa Sul, ressaltando que a ocorrência foi em horário de pico no trânsito" A pasta concluiu que "não houve demora no atendimento". 

 

Problema constante 

Em junho deste ano, a família de um homem de 49 anos esperou 27 horas para velar o corpo dele. A demora aconteceu devido à falta de médico no Serviço de Verificação de Óbito. Carlos Alberto morreu em casa de causa natural. Foram momentos de angústia para a família, que ainda tentou reanimá-lo, sem sucesso. 

 

“Pensamos que o laudo para liberar o corpo era feito pelo IML (Instituto de Medicina Legal), mas parece que, agora, eles só emitem em casos de morte violenta. Ficamos sem saber o que fazer”, disse o irmão, o militar Carlos André da Silva, 47, na época. 

 

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