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Correio Braziliense

Polícia ainda busca por partes do corpo de vigilante esquartejado

Familiares aguardam restos mortais para realizar funeral


postado em 14/11/2019 20:23 / atualizado em 14/11/2019 20:24

Polícia Civil continua as investigações do assassinato e esquartejamento do vigilante Marcos Aurélio Rodrigues de Almeida, 32 anos(foto: Facebook/Reprodução)
Polícia Civil continua as investigações do assassinato e esquartejamento do vigilante Marcos Aurélio Rodrigues de Almeida, 32 anos (foto: Facebook/Reprodução)
Polícia Civil (PCDF) continua com as investigações do assassinato e esquartejamento do vigilante Marcos Aurélio Rodrigues de Almeida, 32 anos. Após suposta indicação dos suspeitos pelo crime, agentes da 32ª Delegacia de Polícia (Samambaia Sul) realizaram, nesta quinta-feira (14/11), buscas em Samambaia e no Aterro Sanitário de Brasília, na DF-180, para localizar a cabeça da vítima, que ainda não foi encontrada.
 
Enquanto esperam por justiça, familiares e amigos aguardam os restos mortais — além da cabeça, ainda falta localizar uma das coxas de Marcos — para "dar um enterro digno" ao vigilante. As partes do corpo da vítima encontradas estão sendo examinadas pela equipe de médicos-legistas do Instituto Médico Legal (IML) e da Seção de Antropologia. Não há previsão de liberação dos restos mortais.

Suspeitos presos 

Na noite de terça-feira (12/11), policiais prenderam uma mulher e um homem, suspeitos do homicídio. De acordo com os investigadores, a dupla teria matado e esquartejado a vítima. Eles estão detidos por força de mandado de prisão temporária de 30 dias, no Departamento de Controle e Custódia de Presos, no Complexo da Polícia Civil.
 
De acordo com as investigações, a mulher teria tido um relacionamento com a vítima e não aceitou o término da relação. Mensagens trocadas entre a vitima e a ex-companheira reforçam a hipótese. Os dois haviam terminado o relacionamento havia 11 dias.

Segundo a mãe de Marcos, Sônia Maria Rodrigues de Almeida, 56, a mulher suspeita de matar o vigilante chegou a conversar com ela após o desaparecimento. "Ainda no sábado, ela me contatou pedindo para vir à minha casa para me dar um abraço. Neguei. Em seguida, essa mulher ainda falou que precisaríamos ir à igreja rezar pelo bem do meu filho", relatou ao Correio na quarta-feira (13/11). 

A mãe da vítima destacou que a ex-companheira negou saber do paradeiro do vigilante. "Como cabe tanta crueldade em um ser humano? Ela me ouviu chorar de desespero. Mentiu na minha cara. Quero que ela pague”, afirmou.   

Emboscada

Marcos Aurélio, morador de Samambaia, era vigilante de um restaurante e desapareceu após sair do trabalho no sábado (9/11). Segundo familiares, ele deixou o local, no Setor de Indústrias Gráficas (SIG), às 8h30 do sábado e foi para o ponto de ônibus. Após isso, ele ligou para a mãe e informou que iria para a Rodoviária do Plano Piloto.
 
No terminal, o vigilante pretendia pegar um ônibus para o Recanto das Emas, onde buscaria o filho, de 9 anos, fruto de outro relacionamento. Contudo, teria seguido até a residência da ex-namorada, em Samambaia Sul. Depois desse encontro, o vigilante não foi mais visto com vida. No domingo (10/11), a família registrou ocorrência na 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia).
 
No início desta semana, a polícia recebeu denúncia anônima e os membros inferiores e os braços de Marcos foram encontrados na QR 327 de Samambaia Sul, na segunda-feira (11/11). Na terça-feira (12/11), agentes acharam o tronco de Marcos Aurélio, na QR 325. Na noite do mesmo dia, os inestigadores prenderam os dois suspeitos pelo homicídio. Na madrugada de quarta-feira (13/11), policiais encontraram uma das coxas. A PCDF permanece em diligências para apurar o caso.

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