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Correio Braziliense

Audiência de instrução do caso Letícia Curado começa nesta terça (19/11)

Marinésio Olinto será encaminhado do Complexo Penitenciário da Papuda para o Fórum de Planaltina, onde prestará depoimento sobre o crime. O caso segue em segredo de Justiça


postado em 19/11/2019 15:46 / atualizado em 19/11/2019 18:20

Marinésio foi preso e acusado da morte de Letícia Curado, 26, em agosto,(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Marinésio foi preso e acusado da morte de Letícia Curado, 26, em agosto, (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
 

Ocorre às 15h desta terça-feira (19/11) a audiência de instrução do caso Letícia Curado. O réu, Marinésio dos Santos Olinto, 41 anos, será escoltado do Complexo Penitenciário da Papuda para o Fórum de Planaltina. O juiz responsável decidirá de o suspeito será pronunciado pelo homicídio quintuplamente qualificado, pela tentativa de estupro e pelo furto cometido contra a advogada Letícia dos Santos Curado de Melo, 26, em 23 de agosto passado. 

 

Ao todo, devem ser escutadas 11 testemunhas, de defesa e acusação. Por último, Marinésio decidirá se prestará esclarecimentos sobre o caso ou se permanecerá em silêncio. Ao ser preso pela 31ª Delegacia de Polícia (Planaltina), à época do crime, ele confessou o assassinato da advogada. Ele também confirmou ter matado a auxiliar de cozinha Genir Pereira de Sousa, 47, em 2 de junho.

 

Neste primeiro momento, o advogado de defesa, Marcos Venicio Fernandes Aredes, pretende apresentar 6 testemunhas, entre elas familiares de Marinésio, além de médicos legistas e papiloscopistas do Instituto de Medicina Legal (IML) da Polícia Civil. "Iremos tentar derrubar as qualificadoras (do crime de homicídio) de feminicídio e motivo torpe. Também queremos que ele não seja pronunciado pela tentativa de estupro e furto", explica.

 

Ainda, o advogado destaca que a tese de feminicídio não caberia porque "Letícia não foi morta por questão de gênero. O que entendemos, conforme o que diz Marinésio, é que ele teve um surto psicótico quando a vítima começou a gritar. Ele narra que apagou e, ao recobrar a consciência, havia cometido o assassinato. Queremos que ele pague pelo crime, mas na proporcionalidade certa".

 

Para o promotor de Justiça Otávio Binato Júnior, as testemunhas que serão escutadas nesta terça-feira serão importantes para comprovar as teses da acusação, sobretudo a de feminicídio. "O Ministério Público está convicto com a narrativa apresentada. Iremos escutar os depoimentos. As testemunhas têm relação, de algum modo, com o caso ou com o contexto do crime. Isso não apenas quanto ao crime de Letícia Curado, mas como das demais vítimas (que não estão no processo atual)", salienta. 

 

Na visão da advogado Igor Costa Alves, assistente de acusação contratado pela família de Letícia, a hipótese de surto psicótico é uma tática para abrandar a pena do réu. "Temos consciência que isso será usado para que, no julgamento, seja pedido até a imputabilidade de Marinésio. Nosso trabalho será para comprovar que o acusado é uma pessoa normal e que pode, sim, responder por cada ato cometido", frisa.

 

A expectativa da acusação é que Marinésio seja pronunciado pelo homicídio quintuplamente qualificado (feminicídio, motivo torpe, meio cruel, asseguração da impunidade, e dissimulação), tentativa de estupro, ocultação de cadáver e furto.

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