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Correio Braziliense

Fraude em plano de saúde matou pelo menos quatro no Distrito Federal

Segundo Polícia Civil e MPDFT, as mortes ocorreram após vítimas do golpe não conseguirem atendimento médico, pois assinaram contratos falsos com planos de saúde


postado em 27/11/2019 11:17 / atualizado em 27/11/2019 11:29

Material apreendido durante a operação(foto: Divulgação/PCDF)
Material apreendido durante a operação (foto: Divulgação/PCDF)
Pelo menos quatro pessoas morreram vítimas de uma fraude em contratos de plano de saúde no Distrito Federal. Entre elas, três freiras que buscaram atendimento médico e descobriram que haviam sido enganadas ao contratarem o serviço. A informação é da Polícia Civil que, na manhã desta quarta-feira (27/11), cumpriu mandados de busca e apreensão na casa de quatro suspeitos do crime. Eles são moradores  do Sudoeste, de Santa Maria, do Riacho Fundo e do Jardim Botânico. Além disso, três corretoras de seguro localizadas no Setor Comercial Sul também foram alvos da operação. O prejuízo pode ultrapassar R$ 1 milhão.
 
Os golpistas eram funcionários de corretoras e ofereciam o serviço para pessoas idosas e sem vínculo empregatício. "Eles faziam o cadastro junto as operadoras usando dados falsos. No caso das freiras, uma delas tinha 80 anos e eles cadastraram como se tiver 40 e poucos. Quando as vítimas precisavam ir ao hospital percebiam a fraude e não conseguiram atendimento", disse o promotor do Ministério Público do Distrito Federalista e Territórios (MPDFT), Paulo Binichesk.

Ele contou ainda que uma das vítimas conseguiu internação em um hospital do DF, no entanto, durante o procedimento o plano de saúde descobriu a fraude e cancelou o benefício. "Agora, a empresa entrou na justiça contra ela e pede R$ 1 milhão pela internação", afirmou o promotor. Os investigadores ainda apuram o valor total do prejuízo a todas as empresas do Plano de Saúde.
 
De acordo com o delegado Bruno Carvalho e Silva, diretor da Divisão de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), o esquema consistia no lançamento de dados qualificativos falsos referentes à idade, condição de saúde e outros nos formulários de contratação do plano de saúde, a fim de reduzir os custo. ''Assim, os beneficiários, em princípio, acreditavam estar contratando os serviços de saúde das mencionadas operadoras, desconhecendo o engodo. Porém, precisavam acionar o plano, tinham suas pretensões negadas, em decorrência da descoberta do golpe pelas operadoras'', explica o delegado. 

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