Publicidade

Correio Braziliense

Jovem mantida em cárcere ficou dois dias sem comer, segundo a Polícia

Delegado ainda afirma que o agressor teria chamado a ex-namorada para ajudá-lo a sair impune da situação. A mulher, no entanto, o denunciou


postado em 12/01/2020 19:50 / atualizado em 12/01/2020 19:56

Agressões começaram na véspera de Natal e seguiram até a prisão do autor, na sexta-feira (10/1)(foto: Reprodução)
Agressões começaram na véspera de Natal e seguiram até a prisão do autor, na sexta-feira (10/1) (foto: Reprodução)
A jovem de 22 anos torturada e mantida em cárcere privado pelo namorado teria ficado dois dias sem comer e beber, segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). O delegado da 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia), Gutemberg Morais, ainda afirma que, segundo testemunhas, o agressor, um tatuador de 37 anos, teria ligado para a ex-namorada, pedindo ajuda para sair impune da situação. 

O objetivo do acusado era forjar uma situação que justificasse os hematomas da vítima. "Ele considerava a ex uma amiga e solicitou a ajuda dela. Mandou mensagem a chamando para Brasília, mas ela veio e o denunciou. Ele queria que elas (a ex e a atual companheira) viessem à delegacia e inventassem que as lesões seriam decorrentes de um briga entre elas, mas depois mudou a história, pedindo para que a vítima falasse que brigou em uma festa”, explicou Morais. A ex, que mora no Entorno, teria aproveitado a oportunidade para denunciar o agressor. 

À polícia, a vítima relatou que teria ficado dois dias sem comer e que as agressões eram constantes. "Ela relatou que ele a agredia diariamente e a todo momento. Inclusive, a deixando sem comer e beber por dois dias. Ela disse que ele a agredia com qualquer coisa que ele via pela frente”, comentou o delegado. Quando o tatuador saía, a vítima ficava amarrada e amordaçada. 

Na delegacia, o acusado inicialmente negou as agressões, mas, com o decorrer da investigação, optou por permanecer calado. O tatuador teve a prisão preventiva decretada neste domingo, por tortura, ameaça e cárcere privado. A pena pode chegar a 16 anos. 

A Polícia Civil aguarda a quebra de sigilo do celular para avaliar outros crimes, como injúria, e se há outros envolvidos. Durante a semana, serão feitas novas diligências e oitivas.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade