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Correio Braziliense

Exame aponta presença de substância de agrotóxico em professor da 410 Norte

Odailton Charles de Albuquerque Silva, 50 anos, passou mal após consumir um suco de uva. Substância também é encontrada no chumbinho


postado em 05/02/2020 16:50 / atualizado em 06/02/2020 21:20

Odailton Charles de Albuquerque Silva morreu na segunda-feira, no Hran(foto: Reprodução/Facebook)
Odailton Charles de Albuquerque Silva morreu na segunda-feira, no Hran (foto: Reprodução/Facebook)
Exames preliminares indicam que o professor Odailton Charles de Albuquerque Silva, 50 anos, teria morrido a partir da contaminação por um tipo de organofosforado, substância presente em inseticidas e agrotóxicos. Essa substância também é encontrada no veneno para rato conhecido como chumbinho. A vítima fazia parte do corpo docente da Escola Classe 410 Norte. Ele passou mal na instituição após tomar um suco de uva, na última quinta-feira (30/1) e foi socorrido ao Hospital Regional da Asa Norte (Hran), onde morreu, na terça-feira (4/2).
 
A mulher do professor, Priscilla Santana de Lima Albuquerque, 39, registrou o boletim de ocorrência na 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte). Ela relatou que o companheiro tinha consumido o suco oferecido por uma colega de trabalho e, cerca de 15 minutos depois, passou mal. Odailton teria enviado áudios pelo WhatsApp relatando o ocorrido. 
 
Priscilla deu aos agentes um pen drive contendo as mensagens enviadas por Odailton para dois colegas de serviço, para subsidiar a investigação. Ela também entregou uma bolsa térmica com gelo, onde estava as roupas usadas pelo professor no momento em que ele apresentou mal estar. As vestimentas estavam umedecidas com o vômito e foram encaminhadas para análise no Instituto de Criminalística (IC). 
 
2ª DP investiga o caso e não descartam nenhuma hipótese: tanto a de um homicídio, como de uma possível morte em decorrência de problemas de saúde. Os investigadores aguardam os laudos produzidos pelo IC e pelo Instituto de Medicina Legal (IML) para confirmar se Odailton foi ou não vítima de envenenamento.
 
Enquanto isso, familiares e colegas de trabalho do professor prestam depoimento na unidade policial. Os agentes também tentam apurar se as câmeras de segurança da Escola Classe 410 Norte funcionavam no momento em que o caso ocorreu.  

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