Publicidade

Correio Braziliense

Criminosos se passavam por moradores de rua para roubar e traficar

Os integrantes tinham casas com piscina, carros e lucravam, em média, R$ 7 mil por dia há, pelo menos, cinco meses


postado em 20/02/2020 12:13 / atualizado em 20/02/2020 13:06

Agentes cumprem 11 mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão (foto: PDCF/Divulgação)
Agentes cumprem 11 mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão (foto: PDCF/Divulgação)
Integrantes de uma organização criminosa se passavam por moradores de rua para cometer crimes como roubo, furto, receptação e tráfico de drogas, no Plano Piloto e no Lago Norte. Oito pessoas foram presas, até o fim da manhã desta quinta-feira (20/2), na Operação Mobility da Polícia Civil.
 
Entre os detidos, está o líder da organização, um homem de 37 anos, conhecido como ''Chefe do Cerrado''. Ele foi preso, na BR-020, próximo à entrada de Planaltina, quando tentava fugir para Formosa (GO). Policiais continuam as buscas por mais três suspeitos ainda foragidos. 

Ao todo, agentes da Divisão de Repressão a Roubos e Furtos (DRF/Corpatri) cumprem 11 mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão, em Brasília, no Entorno do DF, e em Unaí (MG), a cerca de 170km da capital federal.

Asa Norte, Guará, Samambaia, Paranoá, Brazlândia, Planaltina (DF), Santo Antônio Descoberto e Ceilândia, onde mora o líder da facção, são as regiões onde são cumpridas as ordens judiciais. Apenas um dos procurados não tem passagem pela polícia. 

De acordo com as investigações, a organização roubava residências e comércios, no Plano Piloto e no Lago Norte. Segundo a Polícia Civil, eles se utilizavam de uma invasão, em um terreno particular na região da 707/907 Norte, e se passavam por moradores de rua e catadores de papel para praticar os crimes. 

Segundo o delegado Diego Castro da DRF/Corpatri, integrantes da organização criminosa também aliciavam verdadeiros moradores de rua para ocultar os crimes(foto: Matheus Ferrari/Esp.CB/D.A.Press)
Segundo o delegado Diego Castro da DRF/Corpatri, integrantes da organização criminosa também aliciavam verdadeiros moradores de rua para ocultar os crimes (foto: Matheus Ferrari/Esp.CB/D.A.Press)
Segundo o delegado Diego Castro da DRF/Corpatri, integrantes da organização criminosa também aliciavam verdadeiros moradores de rua para ocultar os crimes. ''Eles usavam o terreno para esconder produtos de roubos e mascarar os crimes, transmitindo uma certa situação de vulnerabilidade que, em alguns casos, realmente existe, mas que, em outros, era apenas uma fachada para a prática de roubo, furto, tráfico e receptação'', disse.

No entanto, segundo o delegado, os integrantes do grupo levavam uma vida de padrão elevado, com casas próprias e carros. ''Eles tinham casas com piscina, aparelhos de televisão LCD e carros de valores consideráveis'', afirmou. ''O líder da organização tinha uma vida extremamente incompatível com o que ele mostrava em seu seio social. A casa dele é extremamente estruturada, dentro de um local em que não se via tal situação. Então, verifica-se que ele tinha extremo lucro'', complementou. 

Segundo o investigador, o suspeito de liderar a facção admitiu lucrar cerca de R$ 7 mil por dia. Ao ser preso, na manhã desta quinta-feira (20/2), o homem ainda confessou ter comprado uma casa, em Samambaia. Segundo a Polícia Civil, o imóvel está avaliado em R$ 100 mil. Até a publicação desta matéria, os policiais haviam apreendido três carros e R$ 15 mil em espécie, na operação desta quinta-feira (20/2). Os acusados serão indiciados por organização criminosa, roubo e receptação.

Investigação 

De acordo com a PCDF, a facção começou a ser investigada após o roubo de 43 celulares em uma loja de um shopping de grande circulação, na região do Park Sul, em 11 de setembro de 2019. 

Na ocasião, duas pessoas renderam os vendedores usando armas de fogo, no momento em que eles estocavam os aparelhos no depósito da loja. Os suspeitos também seriam responsáveis por um roubo a uma casa, no Lago Norte. Os produtos, segundo os investigadores, eram revendidos a receptadores.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade