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Correio Braziliense

MPDFT cobra protocolos e fiscalização constante nos comércios

Em reunião, integrantes da força-tarefa falaram sobre a necessidade de intensa fiscalização dos protocolos sanitários estabelecidos e da conscientização social


postado em 29/05/2020 11:17 / atualizado em 29/05/2020 11:45

Ministério Público pede conscientização d a população e fiscalização dos protocolos de higienização(foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press)
Ministério Público pede conscientização d a população e fiscalização dos protocolos de higienização (foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press)
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) está preocupado com o aumento da circulação de pessoas nas ruas devido à reabertura do comércio e de shoppings. Em reunião realizada na quinta-feira (28/5), o grupo falou sobre a necessidade de intensa fiscalização dos protocolos sanitários estabelecidos e da conscientização social.

“A preocupação do Ministério Público é com a segurança das pessoas. Cobramos do governo que os protocolos de segurança sejam rigorosos e a fiscalização, efetiva. Esperamos também que a sociedade faça a sua parte para evitar a proliferação do vírus. Ou seja, que as pessoas evitem aglomerações, adotem o uso das máscaras e denunciem os estabelecimentos que não respeitam as medidas”, declarou o coordenador da força-tarefa, procurador de Justiça José Eduardo Sabo. 

O decreto que autorizou a abertura de lojas estabelece que clientes devem passar por medição de temperatura antes de entrar nos estabelecimentos. Também é preciso manter distância mínima de dois metros entre consumidores. A cada 15 dias, todos os trabalhadores de shoppings e centros comerciais devem ser testados para covid-19  e o resultado disponibilizado. Deve ser disponibilizado álcool gel 70% e reforçada a higienização de banheiros e demais ambientes do local, além do uso obrigatório de máscaras de proteção facial. Praças de alimentação e quiosques permanecerão fechados, assim como cinemas, áreas de recreação, brinquedotecas e lojas de jogos eletrônicos. 

Para o Ministério Público, esses protocolos sanitários devem ser divulgados e as políticas de acompanhamento, fiscalização e conscientização devem ser priorizadas pelo governo local. Os integrantes da força-tarefa também defendem que seja feita a constante avaliação dos impactos da reabertura do comércio na disseminação da covid-19 no Distrito Federal. “É preciso que a estruturação dos sistemas de saúde, do transporte público e outras ações sejam avaliadas conjuntamente. Está tudo interligado”, alerta Sabo. 


Reunião da força-tarefa

Representantes do MPDFT informou que tem realizado vistorias a unidades de saúde. Na última semana, o hospital de campanha no Estádio Nacional foi visitado mais uma vez. O local ainda não tinha recebido nenhum paciente e o objetivo foi verificar o fornecimento e a instalação dos equipamentos. A Promotoria de Justiça de Defesa dos Usuários da Saúde (Prosus) também esclareceu que durante o encontro sobre os esforços para a ampliação da transparência das informações divulgadas pelo GDF sobre o sistema de saúde. 

 

Promotores que atuam na área das unidades básicas de saúde apontaram a necessidade de uniformização pela Secretaria de Saúde dos procedimentos de atendimento, notificação de casos suspeitos e confirmados de covid-19 e das orientações para o isolamento dos pacientes que procuram as UBS. 

 

A Promotoria de Defesa dos Idosos relatou o monitoramento das instituições de longa permanência para idosos (ILPIs) para assegurar as medidas de proteção à saúde de seus usuários. No momento, a situação encontra-se controlada e as instituições que recebem os idosos estão em contato frequente com o Ministério Público. 

 

Na área da Infância e Juventude, o MPDFT defende a elaboração de um plano de contingência específico para as políticas públicas relacionadas à pandemia em defesa de crianças e adolescentes, o que possibilitaria acompanhamento mais próximo do Ministério Público. Outra iniciativa prioritária é a definição de protocolo para o atendimento de casos suspeitos de covid-19 para os abrigados. “Nossa preocupação é que esteja bem definido o encaminhamento de saúde a ser adotado, incluindo a necessidade de testes, outros exames, tratamento e isolamento”, explicou a promotora Luísa de Marillac sobre o trabalho integrado que vem sendo realizado com as instituições e o governo. 

 

O acompanhamento do sistema socioeducativo também foi discutido. Promotores falaram das medidas sanitárias rigorosas que vêm sendo adotadas desde a Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA) e também nas unidades, que seguem sem registrar nenhum caso da doença. Por fim, foi relatado um mutirão para realizar, de maneira virtual, as audiências represadas pela suspensão temporária das atividades. 

 

A força-tarefa também avaliou os dados epidemiológicos disponíveis até o momento da reunião. Ao todo, 8.300 pessoas foram contaminadas no Distrito Federal pelo novo coronavírus. Dessas, 4.984 se recuperaram da doença e 132 mortes foram registradas. Ao final, os membros do Ministério Público discutiram a importância de traçar ações prioritárias para determinadas áreas que apresentam mais infectados e também para aquelas onde está sendo verificado desrespeito às medidas de isolamento social. 

 

Com informações do MPDFT 

 

 

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