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Correio Braziliense

Sesc desiste de hospital de campanha e investe na compra de material

A mudança de planos veio após uma análise da Confederação Nacional do Comércio (CNC), que alegou que o Sesc não podia montar uma estrutura


postado em 29/05/2020 16:39 / atualizado em 29/05/2020 16:50

Francisco Maia diz que o Sesc não tem condições de construir a estrutura de um hospital(foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press)
Francisco Maia diz que o Sesc não tem condições de construir a estrutura de um hospital (foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press)
O Serviço Social do Comércio (Sesc Nacional) desistiu de contruir o hospital de campanha para atender pacientes diagnosticados pelo novo coronavírus. Agora, o investimento que seria utilizado para a obra será destinado à compra de equipamentos para abastecer outros hospitais da rede pública de saúde, como adiantou o presidente da Federação do Comércio, Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio), Francisco Maia, ao Correio.

O anúncio da construção do hospital de campanha foi feito em 14 de maio. A expectativa era de que a unidade, destinada aos comerciários e pessoas de baixa renda, abrigasse 400 leitos, sendo 360 de internação clínica e 40 de tratamento semi-intensivo.

A mudança de planos veio após uma análise da Confederação Nacional do Comércio (CNC). A entidade alegou que o Serviço Social do Comércio (Sesc Nacional) não podia montar uma estrutura. “O governador Ibaneis Rocha pediu para fazermos uma consulta com o CNC na intenção de saber se essa construção era viável e vimos que não era possível”, explicou Francisco Maia. 

O investimento seria cerca de R$ 15 milhões. O dinheiro, no entanto, será utilizado para a compra de materiais da área médica. “A Secretaria de Saúde nos disponibilizou uma lista com 50 itens que podemos comprar, o que inclui respiradores, macas, equipamentos de proteção individual (EPIs), entre outros”, disse Maia.

O presidente da Fecomércio-DF afirmou, ainda, que após o fim da pandemia, os equipamentos serão cedidos aos estudantes dos cursos da área da saúde do Serviço Nacional de Aprendizagem (Senac). A ideia é ampliar as escolas. 



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