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Correio Braziliense

Para Sindhobar, programa de crédito do GDF é insuficiente

A categoria insiste para que o governador Ibaneis Rocha (MDB) a receba para discutir a reabertura do setor. De acordo com o sindicato, o projeto de lei do GDF não atinge o pequeno negócio, que corre o risco de ir a falência


postado em 02/06/2020 15:35 / atualizado em 02/06/2020 16:06

Sindhobar diz que proposta de crédito do governo é insuficiente para evitar demissões(foto: arcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Sindhobar diz que proposta de crédito do governo é insuficiente para evitar demissões (foto: arcelo Ferreira/CB/D.A Press)
O Governo do Distrito Federal (GDF) encaminhou à Câmara Legislativa do DF (CLDF) um projeto de lei que cria o programa de crédito (Pró-crédito) para socorrer o setor de bares, restaurantes e hotéis. A medida foi uma promessa do governador Ibaneis Rocha (MDB) para representantes do setor.

Em entrevista ao programa CB. Poder, um programa da TV Brasília em parceria com o Correio Braziliense, apresentado nesta terça-feira (2/06), o presidente do Sindicato Patronal de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Brasília (Sindohbar), Jael Antônio da Silva, afirmou que o projeto não atende aos anseios da categoria e, se depender apenas dele, não será possível suspender a demissão de mais 40 mil funcionários, caso não seja definida uma data para a reabertura do setor até o fim desta semana.

“Eu estava dando uma olhada nele ontem. Não atende a gente primeiro porque o valor do empréstimo é para empresa que tenha  faturamento em 2019. Então, ele pode até atender essa empresa, mas e a empresa que abriu em janeiro, fevereiro e março? Ele também está exigindo que mantenha-se o nível de empregabilidade previsto no dia 29 de fevereiro, antes da pandemia. Até esse momento estava todo mundo empregado”, pontuou.

Além disso, Jael questionou a regulamentação do programa feita pelo Banco de Brasília (BRB). “Cá para nós, quem vai fazer as regras, quanto vai ser a carência, qual que vai ser a taxa de juros, é o BRB. Por que um banco vai fazer a regra dizendo ‘tá aqui para você o dinheiro de graça, pague quando puder, na hora que você puder e se puder’? É isso que nós estamos precisando e não vamos ter isso. Tem que ser um pague quando puder”.

Segundo o presidente do Sindhobar, para fazer efeito e abrigar toda a categoria, o projeto terá que ser reformulado. A categoria têm mantidoo diálogo com deputados da Casa Legislativa para conseguir apoio. Ainda assim, o apelo maior é para que o governador Ibaneis Rocha receba as entidades sindicais do setor, para apresentar o plano de reabertura e definição de datas. Segundo Jael, os empresários não suportarão mais dias com as portas fechadas


Confira a entrevista na íntegra:
 
 
 
 





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