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Covid-19: em caso de suspeita, deve-se procurar o pronto-socorro ou a UBS?

Saiba onde procurar ajuda em caso de suspeita de coronavírus

Correio Braziliense
postado em 01/07/2020 15:30
 (foto: Minervino Júnior/CB/D.A Press)
(foto: Minervino Júnior/CB/D.A Press)
A  Secretaria de Saúde orienta a procurar os hospitais regionais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) em caso de emergênciaNesta semana, o Distrito Federal deve entrar numa fase crítica de transmissão da covid-19. A expectativa é um aumento de casos e o pico da doença nos primeiros dias de julho. É importante saber onde buscar ajuda, se em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou em hospitais de referência contra o coronavírus.

A porta de entrada para atendimento na rede pública de saúde é a Atenção Primária. Ao todo, são 172 UBSs que oferecem acolhimento e atendimento ao paciente com suspeita de covid-19. Os casos mais leves são atendidos nessas unidades e, havendo necessidade, as equipes podem encaminhar os pacientes para os hospitais regionais, ou de referência.

Essas unidades seguem um protocolo único de atendimento e já possuem área reservada para as síndromes gripais e suspeita de covid-19. Caso não precise do encaminhamento, o paciente segue com a orientação de isolamento em casa, onde deverá permanecer em quarentena por 14 dias. As UBSs também disponibilizam os testes rápido e RT-PCR (swab nasal e oral).

Emergência


[SAIBAMAIS]A Secretaria de Saúde orienta a procurar os hospitais regionais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) em caso de emergência, quando os sintomas são falta de ar, dor de cabeça forte e febre persistente por mais de 48 horas. Caso o paciente seja considerado de risco e precise de internação, ele permanece na área de isolamento do pronto-socorro até ser referenciado para os hospitais da Asa Norte, Ceilândia ou o hospital de campanha do Mané Garrincha.

Devido à alta possibilidade de contaminação, essas unidades têm leitos reservados para atender exclusivamente os pacientes com a covid-19. Nos próximos dias, Ceilândia ganhará mais 73 leitos com o novo hospital acoplado ao Hospital Regional de Ceilândia (HRC). De acordo com Ricardo Tavares, médico e secretário adjunto de Assistência à Saúde, toda a rede está preparada para atender a essa possível demanda de leitos de enfermaria e de leitos com suporte de ventilação mecânica.

Tavares destaca que a Secretaria de Saúde conta com a colaboração e o bom senso da população para que o pior não aconteça. O profissional ressalta que, em todo o mundo, a principal prevenção adotada é o isolamento social e o comportamento ao sair de casa. Ele prevê, ainda, que a cidade só alcançará o platô da covid-19 na terceira quinzena de julho, quando se terá mais casos recuperados em relação ao número de infectados. Por isso, ele alerta que evitar saídas desnecessárias e aglomeração ainda é o melhor remédio.

Segundo estudos, quando a covid-19 acontece de maneira leve, é muito difícil diferenciar da gripe comum e até de algumas doenças respiratórias típicas do inverno. A doença tem muitas características parecidas e nem todos desenvolvem os sintomas diferenciais. Dessa maneira, quem apresenta sintomas gripais por até sete dias deve procurar a UBS mais próxima.

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