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Correio Braziliense

Comércio e escolas aguardam decretos que oficializam retorno das atividades

Em reunião nesta quarta-feira (1/7), representantes do governo estabeleceram um calendário para reabertura de salões de beleza, academias, escolas, bares e restaurantes


postado em 01/07/2020 19:33 / atualizado em 01/07/2020 19:34

(foto: Carlos Moura/CB/D.A Press)
(foto: Carlos Moura/CB/D.A Press)
Representantes do setor produtivo da capital aguardam esperançosos a oficialização do calendário definido por representantes do governo na manhã desta quarta-feira (1/7) para reabertura de salões de beleza, academias, bares e restaurantes e escolas. Com os devidos protocolos e manuais definidos para garantir a segurança de clientes e colaboradores, os comerciantes anseiam pela retomada dos serviços.

De acordo com o que foi discutido em reunião entre o chefe da Casa Civil e os secretários de Educação, Esportes, Saúde e Mobilidade, a previsão é de que até 8 de julho as academias e os salões de beleza tenham autorização para voltarem a funcionar. No dia 15, será a vez de bares e restaurantes, com proibição de música ao vivo nos estabelecimentos. Por fim, o setor da educação voltaria em 27 de julho nas instituições privadas e 3 de agosto no ensino público. 

"Ainda não recebemos nenhum comunicado oficial, nem fomos chamados para participar dessa reunião. Sabemos que está sendo estudado, mas aguardamos o que sairá em decreto", comentou Jael Antônio da Silva, presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Brasília (Sindhobar-DF). Após entregar ao Governo do Distrito Federal (GDF) um protocolo de segurança para a reabertura, com regras de higienização e distanciamento, por exemplo, os empresários esperam que até 15 de julho possam reabrir os estabelecimentos. 

A expectativa é a mesma de Célio Ferreira de Paiva, presidente dos Sindicato dos Salões de Beleza do DF (Simbeleza). Ele comenta que desde abril negocia com o governo local a possibilidade de retomar o serviço. "Entregamos, com o Movimento da Beleza, um manual de boas práticas de biossegurança que acreditamos que são fundamentais para minimizar os problemas com o vírus e estamos tentando trabalhar com o governo, porque temos consciência de que não será um problema os salões abrirem", avalia. Entre os mais de 20 mil CNPJs ativos no DF e os quase 70 mil profissionais da área, Célio analisa que manter fechado aumenta a informalidade, mais prejudicial. "Sabemos que será um momento difícil, porque muita gente ainda tem medo. Mas é preciso que se permita abrir para quem quer abrir. Quem não estiver confiante, tem a liberdade de permanecer fechado."

O presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do DF (Sinepe), Álvaro Domingues, também considera que as escolas particulares estão habilitadas a cumprir esse prazo se o governador assim entender. Domingues também coloca o setor à disposição do poder Executivo local para contribuir nesse momento de retomada e prevenção à doença. 

"O cuidado com a saúde é o nosso serviço. Entendemos que é um segmento que pode ajudar a que as pessoas não sejam tão impactadas com a covid-19", acredita Thaís Yeleni, presidente do Sindicato das Academias. Da mesma forma que as outras entidades, eles também entregaram um protocolo de segurança ao GDF, feito com base em recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), de infectologistas e de outras países que retomaram as atividades. "É importante voltarmos, mas com segurança", acrescenta Yeleni. Além de todas as determinações, ela destaca que os profissionais que lidam com os alunos são profissionais da saúde que estão capacitados para cumprir e atuar de acordo com esse protocolo. 

Para Francisco Maia, presidente do Sistema Fecomércio-DF,  as datas permitem que os estabelecimentos terminem de se adaptar e garante que todos os sindicatos estão preparados para isso, inclusive, com a participação do Sesc e do Senac na distribuição de máscaras e na testagem dos funcionários. Contudo, Maia reconhece que há uma pressão para que essa retomada seja adiada. "A gente tem que acreditar nessas datas, porque todo mundo quer que retorne, mas temos esse risco de que pode haver um lockdown. Na verdade, é um risco que existe porque a doença é imprevisível, e isso está acontecendo em outras cidades. Mas temos que enfrentar a situação. Estamos trabalhando no sonho e torcendo para que dê certo." 

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