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Correio Braziliense

Dengue: casos chegam a 39.219 no DF e fumacê é intensificado

Cerca de 16 viaturas equipadas com bombas de disseminação passam nas cidades aplicando o inseticida


postado em 02/07/2020 16:08 / atualizado em 02/07/2020 16:13

Cerca de 16 viaturas participam da ação, diariamente, em todas as regiões do DF (foto: Mariana Raphael/Arquivo-SES)
Cerca de 16 viaturas participam da ação, diariamente, em todas as regiões do DF (foto: Mariana Raphael/Arquivo-SES)
O combate ao mosquito Aedes Aegypti continua a todo vapor no Distrito Federal (DF). Segundo o último boletim epidemiológico, já foram notificados 39.219 casos prováveis de dengue. Para evitar a proliferação, a Secretaria de Saúde (SES) segue aplicando o inseticida de Ultra Baixo Volume (UBV), conhecido popularmente como fumacê, instantaneamente. Sem risco à saúde humana, o produto químico é aplicado em todas as regiões do DF.

 

Segundo a SES, 16 viaturas da subsecretaria de Vigilância à Saúde (SVS) são equipadas com bombas de disseminação e passam nas cidades entre 5h30 e 9h, 16h30 e 21h. O gerente de operações da SVS, Reginaldo Braga, explica que o horário de aplicação do inseticida ocorre de maneira estratégica. “As fêmeas do Aedes buscam o repasto do sangue - momento em que o mosquito tem contato com o sangue humano - geralmente nesses horários, devido à mudança de clima”, observa.

 

Além da dengue, o Aedes aegypti também transmite a febre chikungunya, o zika vírus e a febre amarela. Reginaldo orienta que quando as viaturas passam na rua, portas, janelas e portões fiquem abertos, “para que o produto possa realmente adentrar e eliminar os mosquitos”. A subsecretaria de Vigilância à Saúde vem realizando a pulverização do UBV periodicamente nas regiões que notificam casos de dengue no DF.

 

Para a conscientização da população, a Vigilância Ambiental intensificou as ações do Sanear Dengue, que ocorrem nas regiões administrativas. As ações concentram os esforços de órgãos como as Secretarias Executiva das Cidades e de Políticas Públicas, além da Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival), com apoio do Corpo de Bombeiros e administrações regionais. O intuito é eliminar focos, recolher lixos, entulhos, carcaças e recipientes que podem acumular água.

 

Além disso, drones têm sido usados para monitoramento aéreo, de forma que possíveis focos em residências ou terrenos fechados e de difícil acesso sejam identificados. A Vigilância Ambiental também utiliza armadilhas para que a fêmea do mosquito se contamine com o inseticida ao depositar os ovos, e o leve para outros pontos nos quais vai infectar outros mosquitos. Dessa forma, evita-se a proliferação do Aedes Aegypti.

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