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Correio Braziliense

Bombeiro que ameaçou funcionária em loja é investigado

A corregedoria do Corpo de Bombeiros e a 12ª Delegacia de Polícia (Taguatinga) investigam um caso de injúria, ameaça e tentativa de lesão corporal, que teriam sido cometidas por um sargento. O crime ocorreu em uma loja de Taguatinga, nessa terça-feira (30/6)


postado em 02/07/2020 22:26 / atualizado em 02/07/2020 22:26

O militar jogou um celular na funcionária, mas ela não foi atingida pelo aparelho(foto: Reprodução)
O militar jogou um celular na funcionária, mas ela não foi atingida pelo aparelho (foto: Reprodução)
A Corregedoria do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) irá apurar a conduta do sargento que foi filmado ameaçando e agredindo uma funcionária de uma loja em Taguatinga, por volta das 16h, dessa terça-feira (30/6). O caso é investigado, também, pela 12ª Delegacia de Polícia (Taguatinga).

O militar é cliente da loja de uniformes há cerca de 10 anos. Na terça, ele foi ao estabelecimento para buscar um colete operacional, no entanto, o produto estava fora do padrão encomendado, conforme análise do servidor. Uma das funcionárias passou a filmar o militar, que aparentava estar nervoso com a situação.

Na imagem, é possível ver o sargento, em frente ao balcão, discutindo com uma outra vendedora. “Não se lembra da outra vez, em que a outra jogou meu material no chão? Não me faça de palhaço, não me faça perder a paciência, que eu meto a mão na cara”, ameaça. 

Nesse momento, a funcionária que grava a situação rebate a fala do bombeiro: “Mas você vai meter a mão na cara de quem? Você está falando com uma senhora. Você está me desafiando? Você vai me bater?”, questiona. Então, o sargento joga o celular contra a mulher (veja abaixo).
 


Segundo relatos das testemunhas, o militar teria se irritado porque queria que o serviço tivesse sido gravado. Ao buscar o colete, também destacou a questão do padrão do uniforme e insistiu em falar com o proprietário da loja, que não estava no estabelecimento no momento do crime. 

A 12ªDP apura o caso como injúria, pelos palavrões proferidos pelo militar, além de ameaça e tentativa de lesão corporal. Por se tratar de um servidor da segurança pública, a polícia encaminhou os vídeos (tanto o realizado pela funcionária quanto das câmeras de segurança da loja) para a Corregedoria do Corpo de Bombeiros.

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