Cidades

Sequelas emocionais serão a "quarta onda" da pandemia de covid-19

Avaliação é da psicóloga da UnB Larissa Polejack, feita em entrevista ao programa CB.Saúde, nesta quinta-feira

Jéssica Gotlib
postado em 09/07/2020 17:14
 (foto: Reprodução)
(foto: Reprodução)
Larisa Polejack, psicóloga da UnBAções de prevenção e promoção da saúde mental são fundamentais não só para atravessar o momento crítico causado pela propagação do novo coronavírus, como também para evitar um aumento muito acentuado de problemas mentais em decorrência da pandemia. É o que explica Larissa Polejack, diretora de Atenção à Saúde da Comunidade Universitária da UnB, em conversa com o jornalista Humberto Rezende no programa CB.Saúde desta quinta-feira (9/7).

"A gente está, do ponto de vista geral, atrasado em relação à saúde mental. E a gente vai pagar um preço por isso. Então, se a gente aprender com a realidade de outros países que já passaram por isso um pouco mais na nossa frente, tem alguns artigos que falam da ;quarta onda;, que é a onda de saúde mental. A rebordosa, os efeitos de ter vivido isso com pressão, com estresse, com ansiedade, com angústia, sem ter cuidado disso adequadamente;, afirmou (assista ao programa abaixo).

Durante a entrevista, Polejack explicou que é preciso ter uma compreensão total da saúde ; tanto mental quanto física, uma vez que ambas estão intrinsecamente ligadas. "Nós somos uma coisa integrada, nosso corpo, nossa mente, nossos sentimentos. Quanto mais a gente olhar para isso de uma forma integrada, melhor vai ser a qualidade da nossa saúde. Saúde mental é tão importante quanto saúde física", pontuou.


Maior demanda por ajuda

Ela destacou que, por meio do atendimento à comunidade interna e externa da Universidade de Brasília, no período da pandemia, é possível perceber um aumento nos conflitos emocionais nas pessoas. Um exemplo, segundo ela, foi a grande ansiedade de mães e pais diante da possibilidade de volta às aulas, que foi encarada como uma grande ameaça pela população, segundo ela.

"Ao longo desses meses, trabalhando ativamente pelo menos desde março no atendimento das pessoas, a gente vai observando uma mudança no tipo de demanda, no tipo de preocupação. A gente percebeu nas últimas duas semanas um aumento no pedido de atendimento. Pelo tempo que a gente já tem de quarentena, isso se dá de diferentes maneiras, seja pelo home office, que já misturou tudo, seja pelas preocupações financeiras", afirmou.

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