Cidades

Possível volta às aulas foi vista por pais como uma "ameaça", diz psicóloga

Larissa Polejack, diretora de Atenção à Saúde da UnB, fala dos impactos das decisões sobre a pandemia na saúde mental da população

Jéssica Gotlib
postado em 09/07/2020 15:48
 (foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press)
(foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press)
Larissa PolejackPais de estudantes do Distrito Federal (DF) sentiram como uma ;ameaça; aos filhos a possibilidade de volta às aulas levantada pelo governo na última semana. A avaliação é da psicóloga larissa Polejack, diretora de Atenção à Saúde da Comunidade Universitária da UnB.

"Uma das ações que nós temos lá UnB [Universidade de Brasília] é um grupo para pais. O grupo pipocou essa semana, pensando ;meu Deus, como vai ser isso, eu não tenho coragem de mandar meu filho;. Eu também tenho filho, também tive essa sensação;, afirmou Larissa nesta quinta-feira (9/7), em entrevista ao programa CB.Saúde, pareceria do Correio Braziliense com a TV Brasília (assista ao programa abaixo).

Na entrevista, Larissa falou sobre como a pandemia de covid-19 tem afetado a saúde mental da população. Em conversa com o jornalista Humberto Rezende, Polejack explicou que o cenário confuso e as informações contraditórias foram fonte de ansiedade para os responsáveis por crianças e adolescentes nestes últimos dias.

"Se a gente olhar o cenário da epidemia no DF, ela ainda está muito acelerada, ainda é muito arriscado voltar às atividades normalmente. Nossos colegas epidemiologistas e infectologistas têm sinalizado o tempo todo para nós que esse não é o momento de retorno para todas as atividades", lembrou, ressaltando que a revisão da decisão de retomar as aulas foi um alívio.

Sobrecarga do sistema

[SAIBAMAIS]A médica e professora da Universidade de Brasília (UnB) Valéria Paes esteve no CB.Poder, também parceria do Correio com a TV Brasília, há uma semana. Na ocasião, ela reforçou a importância das medidas tomadas até agora como o isolamento social e a higienização das mãos. Paes também não descartou a possibilidade de um fechamento completo (o chamado ;lock down;) para conter o avanço da covid-19.

"Minha preocupação com essa flexibilização é que a gente tenha um aumento muito abrupto, porque a gente sabe que a nossa capacidade hospitalar, tanto pública quanto privada, é uma capacidade limitada e me preocupa muito", declarou.

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