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''Vamos ter vinhos melhores que os europeus'', diz vice da AgroBrasília

Clima seco favoreceria produção. DF deve ganhar vinícola com capacidade de produzir 200 mil garrafas por ano

Correio Braziliense
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postado em 10/07/2020 16:30
 (foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press)
(foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press)
Marconi Moreira Borges foi entrevistado no programa CB.AgroO vice-presidente da AgroBrasília ; feira que termina nesta sexta-feira (10/7) e que, neste ano, foi realizada de forma digital, em razão da pandemia de covid-19 ;, Marconi Moreira Borges, afirmou que o Distrito Federal está na região ;mais privilegiada do mundo para a produção de vinhos finos;, e que terá produtos melhores do que os feitos em países da Europa, como Itália e França. As declarações foram dadas em entrevista ao programa CB.Agro, uma parceria do Correio e da TV Brasília.

Uma das razões, segundo ele, é uma tecnologia reversa desenvolvida no DF, que, ao contrário do que se costuma fazer, poda a uva no verão para colher no inverno. A outra é o clima seco. "A nossa condição climática aqui é muito favorável a essa diversidade de culturas que nós temos trabalhado. Especificamente na questão da uva, nós estamos na região mais privilegiada do mundo para produção de vinhos finos", disse.

[SAIBAMAIS];Para você ter um vinho de boa qualidade, você precisa que a uva, na sua maturação, tenha um dia com amplitude térmica grande e o clima bastante seco, porque o clima úmido favorece o desenvolvimento de fungos na uva e qualquer fungo ali desaba a qualidade do vinho. Nós temos a felicidade aqui de termos esse clima. Embora a maior parte das pessoas ache que é um clima muito seco, mas do ponto de vista agrícola, nós vamos ter um benefício enorme;, explicou.

Moreira Borges ainda projetou que a vinícola Brasília deve ser lançada na próxima edição da AgroBrasília, no ano que vem. De acordo com o vice-presidente, um rótulo produzido na capital federal foi lançado em fevereiro, mas teve uma tiragem de apenas 90 garrafas. COm a vinícola, a produção pode chegar a 200 mil garrafas por ano.

Confira a íntegra da entrevista:

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Ouça a entrevista em formato podcast:

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