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Correio Braziliense

Jovem picado por naja deixa o hospital: PCDF suspeita de tráfico de animais

Ele teve alta no inicio da tarde desta segunda-feira (13/7) e deve ser ouvido na delegacia ainda esta semana


postado em 13/07/2020 13:45 / atualizado em 13/07/2020 13:53

Cobra mordeu estudante na última terça-feira (7/7)(foto: Ivan Mattos/Zoológico de Brasilia - 11/7/2020)
Cobra mordeu estudante na última terça-feira (7/7) (foto: Ivan Mattos/Zoológico de Brasilia - 11/7/2020)
O jovem picado pela naja kaouthia recebeu alta do hospital Maria Auxiliadora no Gama por volta das 13h. Pedro Henrique Lehmkuhl, 22 anos, chegou a ficar em coma e esteve internado desde 7 de julho, quando foi atingido pela cobra no apartamento onde mora, no Guará 2. Ele recebeu o soro antiofídico, cedido pelo Instituto Butantan, em São Paulo e respondeu bem aos tratamentos. 

Pedro deve ser ouvido ainda nesta semana pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Na última sexta-feira (10/7), três amigos do estudante estiveram na delegacia, incluindo o jovem que deixou a naja perto a shopping Pier 21. Nenhum deles foi responsabilizado. A suspeita da PCDF é que o grupo esteja envolvido em um esquema nacional de tráfico de animais silvestres.

O caso da naja levou a Polícia Militar Ambiental (BPMA)  a encontrar outras 16 serpentes em uma espécie de criadouro no Núcleo Rural Taquara, em Planaltina. A chácara pertence a um dos amigos de Pedro. As investigações apontam que os jovens utilizavam os animais em pesquisas clandestinas. 

Na sexta-feira (10/7), as investigações levaram a Delegacia Especial de Proteção ao Meio Ambiente e à Ordem Urbanística (Dema) a encontrar três tubarões, sete serpentes, uma moreia e um lagarto teiú, em uma chácara na Colônia Agrícola Samambaia. A polícia apura a ligação entre os animais e o estudante. No sábado (11/7), agentes capturaram, ainda, uma jiboia arco-íris, em um apartamento vazio no Guará 2. O dono, um servidor do Judiciário, é pai de um dos amigos de Pedro, o mesmo que ocultou as 16 serpentes e soltou a naja próximo ao Pier 21. 

As serpentes apreendidas estão no zoológico de Brasília e seguem em observação. As autoridades ambientais ainda discutem qual será o destino final dos animais, sendo o Instituto Butantan o mais provável.


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