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Diversão e Arte

Expoentes da cena roqueira, Far From Alaska e Apanhador Só lançam discos

Far From Alaska e Apanhador Só comprovam que a nova safra do rock brasileiro se fortalece e tem público fiel. Novos discos das duas bandas estão disponíveis nas plataformas digitais

Mesmo que mais distante dos holofotes de rádios e de grandes programas de tevê, o rock brasileiro continua produzindo. Diversa e independente, a cena brasileira do gênero se fortalece e conquista público fiel. Lançamentos da banda de Natal Far From Alaska e dos gaúchos do Apanhador Só são reflexo disso. Completamente diferentes, os dois grupos são exemplos da nova safra do rock brasileiro.
[SAIBAMAIS]
Uma banda de Natal com duas cantoras que toca um som pesado, em inglês e sem qualquer rastro de regionalismo, o Far From Alaska lança agora o segundo disco, Unlikely. Com o primeiro álbum, modeHuman, o grupo ganhou espaço na cena brasileira (além de respeito internacional) e criou uma base sólida de fãs do estilo da banda.

Cris Botarelli (synth, lap steel e voz) acredita que, mesmo sem a popularidade de antes, o público voltou a se interessar por apresentações de rock. ;O que a gente tem percebido, em nossas viagens pelo Brasil, é que a galera está querendo de novo ir a shows de rock. A frequência nos shows está bem grande. Tem muitas bandas diferentes agora;, comenta.

A banda se apresentou recentemente em Brasília no festival CoMA. No show, o grupo tocou pela primeira o repertório do disco novo. Unlikely, segundo Cris, reflete mais diretamente a essência da banda, com pegada mais divertida e menos sisuda do que em modeHuman.

;Achamos o primeiro um pouco denso e sério, o que não reflete como a gente é. Somos mais ;zoeiros;, de bom humor. Esse novo disco tem um senso de humor melhor, dizemos que ;acordamos num dia bom;. Ele é mais divertido que o primeiro,; comenta.
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Outra diferença em relação ao anterior é que, em Unlikely, o grupo experimenta mais e utiliza recursos novos. ;Achamos que abrimos várias portas com esse disco, porque testamos coisas diferentes. As músicas, por exemplo, são bem diferentes entre si. Acho que as pessoas vão se surpreender;, acredita Cris.

Diferente, de novo

Outra banda de destaque no cenário contemporâneo do rock brasileiro, o Apanhador Só se reinventou em cada um dos três discos de estúdios da carreira. O primeiro, homônimo, era mais melodioso e pop, enquanto o segundo, Antes que tu conte outra, era mais pesado e agressivo (com timbres mais distorcidos e letras cheias de revolta).

O grupo, mais uma vez, se apresenta diferente no terceiro álbum, Meio que tudo é um. Incorporando ruídos e ambientações, coletados pela banda nas viagens, o novo álbum traz 15 faixas e tem cerca de 40 minutos de duração.
Se no disco anterior havia um tom mais combativo, a reflexão é centro em Meio que tudo é um. Ao comentar o disco na imprensa gaúcha, o vocalista Alexandre Kumpinski afirmou que, enquanto Antes que tu conte outra marcava um posicionamento, o novo álbum trata mais da construção das coisas em que a banda acredita.
Ouça:
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Unlikely
Far From Alaska.
Selo Elemess, 12 faixas.
Disponível nas plataformas digitais.

Meio que tudo é um
Apanhador Só.
Independente, 15 faixas.
Disponível nas plataformas digitais. Download gratuito em apanhadorso.com.