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Correio Braziliense

Cantora belgo-canadense Lara Fabian fala ao Correio sobre show no Brasil

Destaque musical nas novelas nacionais, ela se apresenta pela primeira vez em São Paulo


postado em 01/08/2018 07:20 / atualizado em 02/08/2018 10:48

(foto: Acess Mídia/Divulgação)
(foto: Acess Mídia/Divulgação)

A cena da personagem Camila, vivida por Carolina Dieckmann, raspando os cabelos na novela Laços de família, antes de iniciar o tratamento contra o câncer, é um clássico. O episódio se tornou um marco na televisão brasileira, tanto por ser emblemático quanto pela trilha sonora tocante. As imagens foram embaladas pela música Love by grace, da cantora Lara Fabian.

Essa e outras músicas da artista e compositora belgo-canadense fizeram parte durante anos das trilhas sonoras internacionais dos folhetins brasileiros. Além de Laços de família, Lara teve canções em Senhora do destino (I guess I loved you), Da cor do pecado (The last goodbye) e O clone (Meu grande amor). Também por isso, a cantora é bastante conhecida no Brasil e, depois de 17 anos sem pisar em terras tupiniquins, ela desembarca em setembro para show no dia 28, no Espaço das Américas, em São Paulo.



“Brasil é o país onde eu mais tenho fãs pelo mundo. De acordo com o YouTube, o Brasil é o país número um de ouvintes da minha música e São Paulo é a cidade onde tenho mais fãs. O quão estranho é o fato de eu nunca ter feito durante todos esses anos um show em São Paulo? Meus fãs têm sido muito pacientes e leais por esperarem tanto tempo. Esse é o motivo por eu ter escolhido São Paulo para finalmente passar com a Camouflage world tour. Será como reencontrar um amor antigo após décadas”, explica a artista em entrevista ao Correio.


Turnê internacional


Lara Fabian chega ao país com a turnê do mais recente álbum, o disco Camouflage, lançado no ano passado e que é composto por 12 faixas, todas gravadas em inglês. No entanto, garante que todos os sucessos que ficaram conhecidos no Brasil farão parte do show. “Todos os hits de álbuns antigos estarão no show e eu fiz mudanças no show para incluir canções que são conhecidas pelos meus fãs brasileiros, que esperam que as cante. Eles não vão ficar desapontados. Será um show muito especial”, garante.



Na trajetória da música pop há 30 anos, com o passar dos anos, a cantora foi sendo influenciada por outros gêneros, como a música eletrônica, que está presente no novo álbum. “Todo período tem a sua sonoridade. Como artista, continuo escrevendo e me apresentando, vivendo o momento e não ficando presa ao passado. Mas, claro, tudo mantendo a minha verdade e sem perder a minha identidade”, completa.

Mesmo assim, Lara Fabian nunca deixou de lado a veia “romântica”, que ela prefere definir como “canções sobre amor e relacionamentos”. “Que assunto é mais importante que o amor em toda a sua forma? Tenho várias músicas de outros assuntos também, mas a maioria dos meus sucessos são sobre amor, se essa é a escolhida do público, há uma razão. O amor é a coisa mais importante em nossas vidas”, analisa.

Entrevista // Lara Fabian


Você vai fazer um show em São Paulo. Como é voltar ao Brasil, um lugar em que suas músicas fizeram tanto sucesso? 
Você não pode imaginar o quão empolgada eu estou de ir ao Brasil, depois de todos esses anos. Essa será a primeira vez que eu irei com um show. Todas as minhas visitas anteriores foram para fazer divulgação em programas de televisão ou promover meus álbuns. Mas, dessa vez, vou conhecer meus fãs e fazer uma performance para eles. Esse será um momento muito especial para mim.

Love by grace é uma música que fez história no Brasil por conta de Laços
 de família. Você teve a oportunidade de assistir à famosa cena de Camila?
Claro que eu assisti. Tenho muita sorte que os produtores da novela a tenham escolhido, isso permitiu que muitos brasileiros descobrissem a minha música e a mim. Por tanto, essa canção tem um significado especial. Tem 18 anos que eu não toco essa música ao vivo, então será um momento especial em São Paulo e estou muito ansiosa para compartilhar.

Você tem 30 anos de carreira e é possível ver que Camouflage é um álbum bastante influenciado pela música eletrônica. Qual é a influência desses novos sons no seu trabalho?
Nós evoluímos através do tempo e das nossas experiências artísticas e pessoais. A música evoluiu também, é por isso o reconhecimento imediatamente quando uma música toca é dos anos 1970 e 1980 ou mesmo dos anos 1990. Cada período tem seu próprio som. Como artista, continuo escrevendo e executando músicas nesses anos todos, eu vivo o tempo, não sou alguém que é preso no passado. Claro, mas sempre permanecendo fiel e sem perder a identidade artística, que me permite me conectar com o público. Portando, minhas novas músicas carregam a modernidade do som atual, mas permanecendo fiel a minha identidade musical. Caso contrário, eu me tornaria simplesmente uma cantora nostálgica, deixando de ser relevante. No Brasil, você tem vários artistas que evoluíram com o tempo apresentando música moderna e permanecendo fiel às origens, assim como eu.

No ano passado, você integrou o time de técnicos do The voice Canadá. Como foi essa experiência?
Eu adorei. Amo a experiência de transmitir para a próxima geração algumas coisas que aprendi nesses 30 anos de carreira. Há muito talento por aí. E se eu puder, em uma forma honesta e construtiva, dar um pouco de conselhos a essas pessoas, isso me deixa feliz.

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